FORA DO JARDIM! UMA LEITURA PSICANALÍTICA DE GÊNESIS 3
Ano de defesa: | 2005 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências Humanas BR PUC Goiás Ciências da Religião |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://localhost:8080/tede/handle/tede/818 |
Resumo: | Gênesis 3 será tomado, aqui, como um mito hebraico que servirá para uma análise de caso, onde se busca comprovar que a psicanálise tem um olhar diferenciado para entender a polissemia existente nos mitos. Os mitos, segundo o que é aceito pela antropologia e psicologia, carregam consigo os arquétipos humanos, que, configurados por uma linguagem simbólica, abrem a sua polissemia. No mito de Gênesis 3, pecado e queda são significados resultantes de uma hermenêutica monossêmica, que tem legitimado dogmaticamente a existência do sacerdote e da Igreja que o sustenta. O elemento simbólico serpente , representativo de uma divindade, compete com a divindade Iahweh, através de um projeto transgressor, que, vitorioso, liberta os seres humanos para além do jardim. É fora desta lógica que ocorre a primeira relação sexual entre Adão e Eva, que assim degustam o prazer de se completarem, tornando-se assim também Deuses criadores. A transgressão, novo foco de sentido encontrado pela leitura polissêmica, pode fornecer a energia arquetípica necessária para a vocação profética, e para despertar o ser heróico que habita em todos os humanos. É no intervalo entre os grandes poderes que o ser humano exercita a liberdade e diviniza o seu ser. |