O PROCESSO DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO NA CONSTITUIÇÃO SUBJETIVA DE CRIANÇAS NA CRECHE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Lima, Candice Marques de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências Humanas
BR
PUC Goiás
Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://localhost:8080/tede/handle/tede/1916
Resumo: O presente estudo, baseado na psicologia histórico-cultural e nas propostas da Epistemologia Qualitativa de González Rey, tem como objetivo compreender como se constitui a subjetividade de crianças em processo de inclusão/exclusão na creche. Entendemos tal processo como complexo e contraditório, o qual não se constitui apenas pela inclusão ou exclusão de crianças com deficiência, mas da inclusão/exclusão da diversidade e das crianças significadas pelas educadoras como crianças incapazes, por se tratarem de crianças das classes populares e, portanto, não se desenvolverem e não se constituírem num padrão de higiene e comportamento das classes dominantes. Em nossa pesquisa, o processo de informações foi desenvolvido a partir da Epistemologia Qualitativa acima referida. Para a compreensão do fenômeno pesquisado utilizamos a filmagem das interações entre as crianças e suas educadoras, os participantes da pesquisa, contextualizadas em cenas cotidianas na creche. Tais filmagens foram feitas no berçário e no terceiro agrupamento. Depois, foram realizadas vídeo-entrevistas com as educadoras para que produzissem sentido a respeito das interações entre elas e as crianças nas filmagens e, através da construção interpretativa a respeito das filmagens e das vídeo-entrevistas, construímos indicadores que nos auxiliaram a compreender que a interação entre as crianças e as educadoras produz o processo de inclusão/exclusão das crianças; a pesquisa mobiliza o olhar da educadora para a criança pesquisada, o que auxilia em seu processo de inclusão; a forma como a criança se subjetiva na relação com a educadora pode-se constituir em processo de inclusão ou de exclusão. Portanto, compreendemos que a comunicação entre educadora-criança, permeada pela afetividade, é fator essencial para o processo de inclusão/exclusão da criança na creche.