Análise funcional do comportamento autolesivo em uma pessoa com desenvolvimento atípico.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Souza, Ellen Portilho de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências Humanas
BR
PUC Goiás
Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://localhost:8080/tede/handle/tede/1869
Resumo: O presente estudo teve como objetivo avaliar uma série de tratamentos para diminuição do comportamento autolesivo de uma pessoa com desenvolvimento atípico após avaliação funcional. O trabalho foi realizado em uma instituição de ensino especial do interior de Goiás e teve como participante uma pessoa adulta, sexo feminino e 26 anos. Foram empregados dois delineamentos experimentais: o de múltiplos elementos e o de tratamentos alternados. Para avaliar os antecedentes e consequentes do comportamento autolesivo, foi usado processo de avaliação funcional que incluiu (1) avaliação indireta por meio de entrevista, (2) observação direta e, (3) análise funcional, por meio do delineamento de múltiplas condições utilizando as condições: atenção, demanda, e controle e sozinha. A condição de atenção foi subdivida em três subcondições: atenção-dividida, atenção-reprimenda e atenção não contingente. A condição demanda foi subdivida em: demanda encaixe e demanda leitura. A condição sozinha foi subdivida em: sozinha c atividade e sozinha sem atividades. Para intervir no comportamento autolesivo, optou-se pelo uso de um programa de intervenção por meio do delineamento de tratamentos alternados do tipo ABCAD. Os resultados sugerem que o comportamento autolesivo tem função de autoestimulação, ou seja, reforçamento automático. Também foi discutida a condição de demanda como operação estabelecedora para emissão desses comportamentos e reforçamento negativo. As condições de tempo-fixo 30 segundos (B) e reforçamento diferencial de comportamentos alternativos (D) ocasionaram redução na frequência desses comportamentos. Discute-se ainda a diminuição da densidade do esquema não-contingente como sendo responsável pelo aumento da frequência do comportamento autolesivo na condição (C).