IDENTIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA POPULAÇÃO USUÁRIA DO HOSPITAL DE MEDICINA ALTERNATIVA DE GOIÂNIA: UMA QUESTÃO SOCIAL E/OU CULTURAL?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Silva, Nilson Elias da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências da Saúde
BR
PUC Goiás
Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Ciências Ambientais e Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://localhost:8080/tede/handle/tede/3115
Resumo: Este trabalho teve como objetivo identificar o perfil socioeconômico e distribuição geográfica da população usuária do Hospital de Medicina Alternativa em Goiânia (HMA), e o uso espontâneo de plantas medicinais como fator cultural. A medicina convencional a cada dia que passa vem se tornando de difícil acesso para grande parcela das pessoas, que procuram por unidades de atendimento de saúde pública. O trabalho consistiu em uma pesquisa transversal quanti-qualitativa, por meio de aplicação de formulário e entrevistas por saturação de informações. Os dados da pesquisa quantitativa foram levantados por meio de uma amostra aleatória proporcional da população usuária do HMA de ambos os sexos e com idade acima de 18 anos, constituída por 302 pacientes. Foi aplicado a esta amostra, durante quatro semanas consecutivas, no período matutino e vespertino de novembro a dezembro de 2008, um formulário com questões abertas e fechadas relacionadas ao nível de instrução, tipos de plantas utilizadas, modo de preparo e razão pela qual recorreram ao tratamento. A aplicação dos formulários foi precedida de uma pesquisa piloto junto a 13 pacientes, e as entrevistas foram orientadas por questões semi-estruturadas junto aos pacientes selecionados intencionalmente e identificados no momento da aplicação dos formulários. As fitas gravadas foram transcritas e serão guardadas sob sigilo institucional por um período de cinco (5) anos, e em seguida serão destruídas. Para a realização desse estudo, além da aplicação dos formulários, a entrevista recorreu-se a arquivos, registros feitos pela própria população local, além de uma literatura especializada sobre o tema abordado. Concluiu-se que dos 302 participantes, 79,8% eram do sexo feminino, 73,6% tinham entre 30 e 59 anos, 58,2% eram casados, 22,8% do lar, 40% possuem 1º grau e 40,7% o Ensino Médio. 38,4% possuem renda individual de 2 a 3 salários mínimos, e 45,7% com renda familiar de 2 a 3 salários. 39% residem em Aparecida de Goiânia e 22,8% são do lar, 37,7% vão ao HMA a menos de um ano. 17,2% foram ao HMA por indicação/recomendação de amigos; 73,8% aprenderam a usar plantas com a família; 91,1% tiveram cura com plantas; 69,5% obtiveram as plantas em fundo de quintal, 31,4% conheceram o tratamento alternativo através de vizinhos; 76,5% usam plantas por ser natural; 57,9% afirmaram conhecer as propriedades das plantas. 75,1% disseram que o tratamento é mais eficaz. Conclui-se que a busca por tratamentos alternativos e o uso espontâneo por plantas medicinais ocorreu inicialmente pelo conhecimento que os indivíduos já possuem de plantas medicinais que já incorporaram de valores culturais, e que ocorre nas populações que tem dificuldades de acesso aos serviços médicos convencionais, em geral de bairros com reduzido poder aquisitivo.