ANÁLISE DO PERFIL GENÔMICO DA PERDA AUDITIVA SENSORIONEURAL NÃO SINDRÔMICA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Machado, Luciana Alves Antonio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências Humanas
BR
PUC Goiás
Genética
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
CGH
Link de acesso: http://localhost:8080/tede/handle/tede/2340
Resumo: A perda auditiva é o déficit sensorial mais comum em humanos e gera alterações na estruturação da linguagem e na capacidade de comunicação oral. Uma em cada mil crianças nasce surda ou se tornará surda em diferentes graus antes que a linguagem seja adquirida, período pré lingual. O conhecimento dos fundamentos genéticos moleculares do sistema auditivo proporcionará intervenções precoces, desenvolvimento de novas terapias, facilitação do aconselhamento genético e maior integração do indivíduo, com perda auditiva, na sociedade. Estudos genômicos poderão solidificar a geração e desenvolvimento do conhecimento técnico científico e tecnológico na comunidade científica regional, além de garantir uma análise epidemiológico molecular que retrate melhor a realidade dos agravos da saúde na população em Goiás. O presente estudo teve como objetivo identificar regiões cromossômicas contendo imbalanços genômicos, potencialmente associados nas perdas auditivas sensorioneurais não sindrômicas utilizando abordagens de citogenética molecular. Para a participação na pesquisa, amostras de sangue periférico foram obtidas de 31 pacientes da Clínica Escola de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com perda auditiva sensorioneural sem etiologia definida, com ou sem antecedentes familiares e sem características sindrômicas. Todos os indivíduos foram submetidos à avaliação audiológica, seguidos de culturas de linfócitos T do sangue periférico em curto prazo, conforme os protocolos para a obtenção de cromossomos metafásicos para a avaliação cariotípica. A investigação dos imbalanços cromossômicos foi realizada por CGH, utilizando o kit comercial para hibridação genômica comparativa, seguindo as recomendações do fabricante. Do grupo amostral, 45,2% (14/31) eram do sexo masculino e 54,8% (17/31) do feminino, com idade média de 19,5 anos, sendo que 54,8% citaram antecedentes familiares, 41,9% afirmaram não haver antecedentes e 3,2% não souberam informar. Todos os participantes apresentavam Perda Auditiva sensorioneural variando o grau de leve a profundo, dos quais 87,1% dos indivíduos referiram perda auditiva pré lingual e 12,9% pós lingual. A natureza multifatorial da perda auditiva é certamente uma situação muito evidente. Contudo, os imbalanços cromossômicos assumem um papel importante na gênese e desenvolvimento da doença. Deste modo, o melhor entendimento dos papéis dos fatores genéticos nos mecanismos relacionados com os processos de diferenciação celular, vem contribuir no melhor entendimento da gênese dos agravos à saúde, em especial, na perda auditiva.