Uma análise da configuração subjetiva do aluno com dificuldade de aprendizagem

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Cardinalli, Cristiane Carmelia Batagine
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: PUC-Campinas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/16460
Resumo: O objetivo do estudo foi analisar a influência de aspectos subjetivos no processo de ensino-aprendizagem de crianças que apresentam dificuldades em conteúdos escolares. Considerando que a aprendizagem escolar não envolve apenas estruturas cognitivas, mas também é influenciada pelos aspectos afetivos, é importante estudar os elementos subjetivos que atuam nesse processo visando uma educação mais comprometida com a formação do indivíduo. A pesquisa assumiu o caráter qualitativo dentro da Epistemologia Qualitativa, com estudos de casos. Participaram da pesquisa três alunos do Ensino Fundamental I, e os instrumentos utilizados foram: atividades escolares abordando conteúdos de Língua Portuguesa, representações gráficas de situações específicas vividas na escola, além de conversações com a pesquisadora. Ocorreram também observações em sala de aula e entrevista com as respectivas famílias, a fim de encontrar núcleos de sentidos subjetivos que poderiam configurar-se como facilitadores ou bloqueadores da aprendizagem. Tal pesquisa buscou respaldo teórico na teoria dasubjetividade de González Rey. O estudo mostrou que aspectos subjetivos estão a todo o momento influenciando no posicionamento do aluno frente aos obstáculos que perpassam sua aprendizagem. Demonstrou também que é possível aos professores atentar-se para os aspectos psicológicos dos alunos, não no sentido de formular diagnósticos, mas de tentar compreender o indivíduo de maneira mais integral e ajudar a promover situações que possam contribuir para a produção de sentidos positivos na educação.