Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Zogbi, Raíssa Nascimento Silva |
Orientador(a): |
Doretto, Juliana |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/17613
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Resumo: |
A moda ganhou novas possibilidades de consumo diante do aumento do fluxo de ideias, do compartilhamento de dados e da cultura participativa, impulsionados e potencializados pelas redes sociais, que desempenham papel relevante na comunicação na contemporaneidade e nos consequentes processos de subjetivação a ela vinculados. Nesse cenário, vê-se o fortalecimento da presença de influenciadores digitais no meio on-line, e as novas formas de consumo de informação de moda por eles alavancadas, em contraposição à comunicação jornalística. A partir disso, a presente pesquisa buscou investigar o modo de compreensão do público sobre a moda a partir da presença dessas figuras na rede e identificar indícios de sua influência no processo de construção de subjetividades. Para tanto, o trabalho estudou comentários no perfil do Instagram de Camila Coutinho, uma das principais influenciadoras digitais de moda do Brasil, e de sua página Garotas Estúpidas, que tem origem no blog de moda criado por ela em 2006, mas hoje adota tom mais informativo. Buscou-se, portanto, comparar essas manifestações do público para analisar as semelhanças e diferenças na compreensão da moda dos seguidores de cada perfil ligado à influenciadora, vinculadas aos seus modos de se colocar como sujeito no mundo por meio da moda. Adotou-se a metodologia de Análise de Conteúdo (Bardin, 1977), com a categorização e posterior interpretação dessas interações. Com base nas análises, foi possível verificar que nossa hipótese inicial, de que existem apropriações diversas de conteúdos sobre a moda ligados a uma única figura, Camila Coutinho, em páginas que apresentam ou um tom mais pessoal ou cunho mais informativo, se comprovou. Ficou evidente, portanto, que, como se pressupõe em diferentes contratos de comunicação, a informação é tratada de forma diferente nos dois perfis, mas que nesse caso o que se nota é que esses canais nem sempre são responsáveis por inspirar reflexões mais profundas sobre a moda como sistema e forma de expressão e posicionamento. Ao contrário: o que se percebe é que, quando a figura de Camila Coutinho está em destaque, nos dois canais, a compreensão da moda de vários dos seus seguidores mostra uma relação com o vestuário entranhada em valores do mercado, que reforça indícios de projeções identitárias marcadas por questões de diferenciação e status social. No canal Garotas Estúpidas, porém, vê-se maior potencial para o debate sobre a moda como sistema complexo, contraditório e importante para a construção das identidades, mesmo com sua ligação inicial à figura de Camila Coutinho, mas isso acontece quando a imagem da influenciadora não se destaca nas publicações. Tal resultado reforça a importância da comunicação de moda com viés jornalístico. |