Avaliação ecográfica versus exames oftalmológicos convencionais em uveíte na Doença Psoriásica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Coelho, Vanessa Felix Nascimento
Orientador(a): Mendonça, José Alexandre
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/17586
Resumo: Introdução: A uveíte é uma manifestação frequente na doença psoriásica e pode ocorrer em qualquer área anatômica da úvea, acometendo a partir da câmara anterior até a posterior de modo agudo ou insidioso, crônico, associado a inflamação do humor vítreo. Atualmente os métodos diagnósticos mais utilizados são a biomiocroscopia por lâmpada de fenda e a tomografia por coerência óptica, os quais possuem desafios que prejudicam o diagnóstico precoce, seja por limitação do método, ou por falta de acessibilidade e custo. A ultrassonografia modo-B é um método barato, acessível, de fácil execução e pode ser executado em tempo real; constituindo-se uma ferramenta útil para diagnosticar várias condições do globo ocular, como vitreíte. Objetivo: Avaliar através da ultrassonografia ocular presença de uveíte e suas alterações sequelares nos pacientes com doença psoriásica, comparando com os exames oftalmológicos (biomicroscopia pela lâmpada de fenda e tomografia por coerência óptica) e correlacionando com dados epidemiológicos, comorbidades existentes, exames laboratoriais e aspectos clínico da doença reumatológica. Métodos: Estudo observacional transversal com 30 pacientes com doença psoriásica classificados de acordo com os critérios classificatórios (CASPAR) do ambulatório de Reumatologia do Hospital da PUC-Campinas. Os pacientes realizaram exame oftalmológico clínico, tomográfico e o exame ocular com ultrassom modo-B, de alta frequência. Além do atendimento médico, com o reumatologista, para avaliação clínica através de três índices clínicos de atividade da doença psoriásica, além do levantamento de dados epidemiológicos e exames laboratoriais. Resultados: A média de idade dos pacientes foi 63,30 (±20) anos. A maioria era do sexo feminino, raça branca e com escolaridade até o ensino fundamental. O ultrassom ocular modo-B não evidenciou uveíte anterior, porém encontrou sinais de uveíte intermediária em 62,71% dos 59 olhos avaliados. Não houve diferença estatística entre o Disease Activity in Psoriatic Arthritis e a presença de inflamação vítrea, porém todos os pacientes que apresentavam alta atividade de doença por esse escore possuía vitreíte pela ecografia. Não houve correlação estatística entre presença de uveíte intermediária pela US ocular e a presença de inflamação aguda pela biomicroscopia pela lâmpada de fenda ou pela tomografia por coerência óptica. Entretanto, ao avaliar sinais de uveíte crônica em segmento posterior, o ultrassom ocular modo – B demonstrou uma correlação positiva 9 com tomografia de coerência óptica (p = 0,0328). A curva ROC para ultrassom ocular modo – B em relação à tomografia por coerência óptica teve área sob a curva de 0,70 (IC 95% 0,55 – 0,86; p = 0,0076). Conclusão: O ultrassom ocular modo -B acrescenta informações adicionais ao exame oftalmológico, principalmente em relação à tomografia por coerência óptica, podendo ser uma ferramenta complementar na avaliação e no seguimento de pacientes com doença psoriásica em atividade ocular.