Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Machado, Fernanda Martins |
Orientador(a): |
Silva, Tarcisio Torres |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/17610
|
Resumo: |
A rede social TikTok, lançada em 2016 ainda como Douyin na China, é mais uma das ferramentas informacionais que contribuem para consolidar o processo de midiatização da política e de atores políticos no cenário contemporâneo. Midiatização pode ser entendida como a adoção de estratégias, recursos e linguagens por parte de atores sociais que buscam na aplicação de uma lógica midiática elementos para otimizar a comunicação com seus públicos. Considerando o cenário polarizado que divide os adversários em binários e o histórico recente do ativismo político nas redes, observou-se que expressões como “família tradicional”, “liberdade econômica” e “valores cristãos” são associadas a postagens de viés conservador, enquanto termos como “justiça social”, “igualdade racial” e “anticapitalismo” emergem nas publicações com foco progressista. Além disso, estratégias midiáticas como uso de memes, hashtags e símbolos ideológicos são frequentemente utilizadas pelos atores políticos para se colocarem de um lado ou de outro do espectro ideológico e partidário. Como estratégia de investigação, foram criadas duas contas no TikTok, sendo uma voltada para receber conteúdos de direita e outra, de esquerda. Essa abordagem permitiu observar como o algoritmo adapta os conteúdos conforme o comportamento do usuário, mas também demonstrou que, ao diversificar as hashtags, é possível “furar” as bolhas algorítmicas e acessar conteúdos fora das preferências iniciais. A partir de então, adotamos uma amostragem por interesse para selecionar dois perfis de produtores de conteúdos políticos no TikTok (@transdedireita.sp4 e @pastordeesquerda) que desafiassem estereótipos. Com os dados obtidos, aplicamos ferramentais da Análise de Conteúdo fundamentada nos conceitos de Bardin (1977), combinada com o referencial teórico dos estudos de linguagem e mídia, bem como com o diálogo com o campo das ciências políticas. Diante do crescimento da plataforma, que se tornou a rede social de marca mais valiosa do mundo e de sua utilização como ferramenta de divulgação de conteúdo político, a pesquisa mostrou-se relevante à medida em que poucos registros de estudos científicos foram até agora localizados a respeito da inserção do aplicativo em cenário de polarização. Nesse sentido, o trabalho desenvolvido contribui para uma melhor compreensão da pertinência ou não desta rede social – e dos interesses mercantis que sustentam as chamadas big techs – no campo político e na sociedade em geral. |