Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Fideles, Samuel Coelho |
Orientador(a): |
Tassoni, Elvira Cristina Martins |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/17681
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Resumo: |
A presente pesquisa de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Campinas, na linha de Formação de Professores e Práticas Pedagógicas, subsidia os estudos realizados no âmbito do Grupo de Pesquisa Formação e Trabalho Docente, sobretudo em torno da temática dos processos de transição que ocorrem na trajetória escolar. Nosso objetivo é analisar as significações atribuídas por estudantes à transição do 9º ano do Ensino Fundamental para o 1º ano do Ensino Médio, e suas implicações para uma prática pedagógica humanizadora. A partir de uma aproximação entre a Teoria Histórico-Cultural e a Pedagogia Humanizadora de Paulo Freire, olhamos para a adolescência para além de uma visão naturalizante e patologizante. A técnica escolhida para produção do material empírico, nesta pesquisa de abordagem qualitativa, foi a do grupo focal com adolescentes do 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio de uma escola particular do interior do estado de São Paulo. Ao todo, foram dois encontros com cada grupo, ocorridos entre outubro e dezembro de 2023. Os dados produzidos foram analisados em dois eixos temáticos: a dimensão das (re)produções de discursos sobre o Ensino Médio e a dimensão das experiências. A partir de uma análise na perspectiva interacionista, compreendemos que o processo de significação sobre a transição para o Ensino Médio é marcado por aspectos culturais, sociais e históricos. Muitos discursos contribuem para a promoção do medo em relação à próxima etapa, o que não se confirma, pois, os estudantes afirmam não ser tão difícil quanto falavam, questionando os discursos que geravam medo. Por outro lado, relatam que o grande contraste em relação ao Ensino Fundamental, é lidar com a pressão de ter que pensar na escolha profissional e se preparar para o vestibular. Neste sentido, para a promoção de uma pedagogia humanizadora ao longo do processo de transição para o Ensino Médio, se faz necessário construir uma relação dialógica entre professoreducando que, levando em consideração os conflitos e preocupações dos estudantes, promova um enfrentamento de sua realidade. |