Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
YUNIS, Maria Cecilia Dias |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/43224
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Resumo: |
As lesões da cavidade bucal, comumente encontradas por clínicos gerais e especialistas em odontologia, podem apresentar etiologias e prevalências diferentes, assim como manifestam-se de formas variadas. De modo geral, causam desconforto, dor, afetam diretamente o sistema estomatognático e a qualidade de vida. O objetivo do presente estudo foi desenvolver uma pomada em orabase à base de óleo de girassol ozonizado (OGO) e avaliar in vitro suas características físico-químicas e biológicas, para assim viabilizar sua produção futura com vistas ao tratamento de lesões bucais. Células fibroblásticas L929 foram utilizadas para a caracterização biológica do OGO. Para a determinação da concentração ideal do OGO foi realizado o teste de citotoxicidade da diluição seriada do mesmo em meio de cultura (1:1 a 1:128). As diluições consideradas não citotóxicas foram utilizadas para os testes de genotoxicidade e cicatrização de feridas. Sequencialmente, as pomadas foram manipuladas e os testes físico-químicos com vistas ao controle de qualidade foram então realizados, sendo eles: determinação do pH aparente e teste de viscosidade. Os dados foram analisados estatisticamente, adotando grau de significância de 5%. Foi observada citotoxicidade dose-dependente, sendo que as diluições de 1:1, 1:2, 1:4 1:8 e 1:16 reduziram a viabilidade celular em relação ao controle em todos os tempos experimentais (p<0,05). Foram selecionadas então as diluições de 1:32, 1:64 e 1:128 para dar continuidade aos experimentos. Com relação a genotoxicidade, somente no dia 7 os grupos 1:32 e 1:64 apresentaram aumento significante no número de micronúcleos quando comparados ao grupo controle (p<0,05). O teste de cicatrização demonstrou no dia 2 menor área da ferida para o grupo 1:28 em comparação ao grupo controle (p<0,05), enquanto no dia 3 o grupo 1:32 apresentou menor área (p<0,05). O pH observado em todos os grupos de pomada foi ácido e a viscosidade não sofreu alteração. Os resultados obtidos permitem concluir que o OGO nas diluições 1:32, 1:64 e 1:128 pode ser considerado biocompatível, além de apresentar o potencial de acelerar o processo de cicatrização de ferida; e que as pomadas em orabase formuladas com o OGO nas concentrações consideradas biocompatíveis apresentaram condições de estabilidade conciliadas com as determinações de controle de qualidade vigentes. |