Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
TESSARINI, Shirlei |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/38751
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Resumo: |
Vivenciamos, no Brasil, o período nomeado transição nutricional, marcado pelo avanço do estado de sobrepeso e obesidade e a diminuição da desnutrição, consequentemente aumentando a prevalência das doenças crônicas não transmissíveis. Além disso, vem se potencializando no período de pandemia, o avanço da insegurança alimentar em patamares preocupantes. Esses fatos, aliados à busca pela saudabilidade têm despertado o interesse da comunidade científica em desenvolver estudos com o intuito de reconhecer alimentos nutricionalmente ricos, de baixo custo e acessíveis a grande parte dos indivíduos. Nesse cenário, as plantas alimentícias não convencionais (PANC) ganham destaque por serem tradicionais, de fácil cultivo, saborosas e nutritivas. A Pereskia aculleta Mill., popularmente denominada como Ora-pro-nóbis (OPN) é uma PANC conhecida pelo seu elevado potencial nutricional, quando comparada a outras espécies vegetais. Possui, em sua composição, proteínas, vitaminas, minerais, compostos fenólicos e fibras. É de fácil cultivo, nativa em várias regiões do Brasil e encontrada com muita facilidade, porém seu uso é negligenciado devido ao desconhecimento de seu potencial nutricional, benefícios e forma de preparo. A teoria da transposição didática desenvolvida por Chevallard (1991), que pode ser descrita como a busca pela difusão do saber científico ao saber ensinado, quando aliada à educação alimentar e nutricional, que visa propagar os conhecimentos sobre alimentação e nutrição a fim de se desenvolver a autonomia nas escolhas e, baseadas no direito humano a alimentação adequada, podem ampliar o acesso ao conhecimento dos nutricionistas que nem sempre estudam sobre as PANC no período de graduação, já que esse estudo pode não compor a grade curricular dos cursos de nutrição. Dessa maneira, o estudo propõe difundir o conhecimento sobre a OPN a nutricionistas e futuros nutricionistas e a criar um material didático chamado “Ora-pro-nóbis: o guia prático”. O estudo foi realizado em duas ações. Na primeira, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o OPN e a educação alimentar e nutricional nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Google Acadêmico e Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES. Na segunda, foi realizada uma palestra sobre o OPN no III Simpósio Interdisciplinar em Saúde (Anhanguera / Campo Limpo - SP). Aos participantes ofereceu-se uma sessão de degustação com três preparações culinárias contendo a PANC. Foi avaliado o grau de percepção dos participantes em relação às preparações e se após a difusão dos conhecimentos sobre o OPN, indicariam-no aos seus pacientes/clientes. Testes estatísticos foram empregados para analisar qualitativamente os dados obtidos. Todas as preparações do estudo foram bem aceitas, sendo destaque o “Escondidinho de OPN”. Pode-se concluir que aliar a transposição didática à educação alimentar e nutricional no ensino sobre o OPN se demonstrou eficaz, pois contribui na difusão dos conhecimentos e ampliou-se a possibilidade do OPN ser indicado como um alimento alternativo. |