Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
RAMALHO, Ercilia da Silva |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.pgsscogna.com.br//handle/123456789/57036
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Resumo: |
O infarto agudo do miocárdio (IAM) se destaca como uma das doenças com maior morbimortalidade no Brasil e no mundo. Apesar de seu tratamento regularmente otimizado, representa-se ainda de forma onerosa para os seguros de saúde, como também para o Sistema de Único de Saúde (SUS), com consequente impacto socioeconômico. Para o tratamento do IAM com elevação do segmento ST (IAMCSST) a intervenção coronária percutânea (ICP) é considerada como o método preferencial, à qual pode se administrar em adjuvância agentes antiplaquetários. Dentre esses, destacam-se os antagonistas do receptor da glicoproteína (GP) IIb/IIIa - anticorpo monoclonal abciximab, heptapeptídeo cíclico sintético eptifibatide e composto não-peptídico tirofiban, um fármaco comumente empregado no SUS no manejo de pacientes com IAMCSST. Contudo, ainda se questiona sobre a eficácia de tirofiban quanto à sua eficácia e segurança em relação aos demais antagonistas. Neste sentido, investigou-se neste estudo a eficiência terapêutica de tirofiban em comparação a abciximab e eptifibatide. Considerando-se eficácia, tolerabilidade e farmacoeconomia. Realizou-se, então, uma revisão integrativa com base bibliométrica e cientométrica. A busca de artigos originais foi através das plataformas de busca PubMed e Web of Science, sendo essa última imprescindível para a coleta de dados para análise cientométrica pelo CiteSpace, software capaz de gerar mapas de visualização de redes de colaboração. A cientometria identificou uma rede colaborativa entre pesquisadores com relevante produtividade científica e influência mundial. Stone teve o posto mais alto de cocitações, já que é um pesquisador líder conectado a outros de maior produção bibliográfica, tais como Gibson, Bhatt e Genereux. Valgimigli e Mehran também apresentaram esse mesmo perfil de Stone com posição líder, alta produtividade colaborativa e consequente elevada cocitação. Dentre as mais de 3 mil citações de Stone e colaboradores, 880 cocitaram outros autores tais como Steg, De Luca, Montalescot, Valgimigli, Ogara, Kastrati e Ibanez. Isso revela o quão influentes são esses autores mundialmente. De fato, os estudos clínicos considerados para a revisão integrativa foram conduzidos por alguns desses pesquisadores líderes com ampla influência científica quanto ao manejo clínico-terapêutico do IAMCSST (Stone, Valgimigli e Mehran). Observou-se que tirofiban apesar de compartilhar mesma eficácia e perfil de segurança em relação aos outros antagonistas do receptor GP IIb/IIIa, destacou-se do ponto de vista fármaco-econômico. Isso devido a seu melhor custo/benefício, o qual foi cerca de 3 ou 10 vezes menos onerante em comparação a eptifibatide e abciximab, respectivamente. Mediante o exposto, concluiu-se que tirofiban pode ser empregado como terapia trombolítica de primeira escolha para o manejo de IAMCSST no SUS. |