Plantas aromáticas e óleos essenciais: aromaterapia no trabalho de parto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: CRUZ, Kamila Martins da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/40590
Resumo: umo Geral Com o avanço das tecnologias e incentivo do Ministério da Saúde, é notável a realização de pesquisas para que as políticas públicas relacionadas à saúde ajudem a divulgar o parto humanizado. Neste contexto, a aromaterapia é aplicada de forma terapêutica com o uso dos óleos essenciais (OEs) por diferentes vias do organismo, porém, apesar do crescente emprego destes OEs, o protocolo de uso não é baseado em evidências. Isso, devido à carência de trabalhos científicos acerca de sua utilização, mais especificamente durante o trabalho de parto (TP) com base em seus componentes químicos, efeito terapêutico e estudos que utilizam fármacos e mecanismo de ação. Assim, os objetivos do estudo foram realizar uma pesquisa junto aos enfermeiros que atuam nos centros obstétricos de Campo Grande-MS (Maternidade Cândido Mariano e Maternidade do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian) sobre o uso da aromaterapia e dos OEs, realizar uma revisão integrativa sobre as plantas medicinais aromáticas e OEs utilizados no TP e produzir um boletim técnico especificando e caracterizando as espécies de plantas aromáticas utilizadas durante o TP, o que contempla a linha de pesquisa Sociedade Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável. O estudo constituiu-se de pesquisa qualitativa e quantitativa, sendo aplicado, após aprovação do comitê de ética um questionário aos enfermeiros que atuam nas salas de parto do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian e Maternidade Cândido Mariano de Campo Grande-MS, para averiguar o conhecimento destes profissionais sobre a aromaterapia e OEs utilizados durante o TP. Os 10resultados demonstraram que há necessidade de capacitar estes profissionais para a correta aplicação dos OEs nas parturientes e 100% utilizam o OE de lavanda durante o trabalho de parto, que possui comprovada eficácia no uso durante o trabalho de parto, e 61,5% utilizam o OE de canela nas parturientes que auxilia nas contrações uterinas, porém deve ser utilizada com cautela, pois pode provocar reações indesejadas nas mulheres. A partir da revisão integrativa, a qual foi realizada utilizando-se as plataformas Scopus, Medline/PubMed e Science Direct no período de 2010 a 2020, foram selecionados 17 artigos, evidenciando que OE mais citado foi o de Lavanda, das espécies Lavandula angustifolia e Lavandula stoechas, e os efeitos foram relacionados à diminuição da dor das contrações e do parto. A rosa damasco (Rosa x damascena) foi a segunda mais citada com indicação para diminuição da ansiedade e estresse das parturientes. Para o boletim técnico, foram consideradas as plantas aromáticas utilizadas no TP e descritas nos trabalhos consultados na revisão integrativa. Portanto, aromaterapia, segundo os enfermeiros das instituições investigadas, age sobre aspectos fisiológicos e na subjetividade da mulher em TP, sendo necessária a disseminação do tema junto aos profissionais da saúde. O amparo das evidências químicas dos OEs registra, de forma significativa, a relação entre os compostos presentes nestes OEs e os efeitos benéficos da aromaterapia durante o TP como uma prática eficaz, auxiliando os profissionais de enfermagem em sua assistência na obstetrícia.