O PENSAMENTO ALGÉBRICO EM ATIVIDADES RELACIONADAS AO PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO: EMPREGANDO TECNOLOGIAS MÓVEIS EM UMA SALA INCLUSIVA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: FAUSTINO, TALITA ARAÚJO SALGADO
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/32023
Resumo: A presente pesquisa originou-se da necessidade emergente de investigar práticas pedagógicas adequadas ao cenário da inclusão no Brasil, principalmente aquelas voltadas a alunos da Educação Básica. Dessa forma, observou-se alunos com necessidades educacionais especiais que cursam o sexto ano, em uma escola particular, localizada na cidade de Belo Horizonte. O objetivo foi investigar os estilos de pensamento algébrico a partir da realização de atividades envolvendo o princípio multiplicativo em situações combinatórias. Baseamos nossos estudos nos estilos de pensamento algébrico (factual, contextual e o simbólico) proposto por Radford (2010) e, com o intuito de motivar e auxiliar nas resoluções das atividades, foi escolhido um aplicativo a ser utilizado pelos alunos – o xilofone – baixado em dispositivos móveis. Nessa pesquisa, a metodologia utilizada foi Desing Experiment, que prevê o processo denominado iterative desing no qual, a partir de diferentes aplicações, um instrumento de pesquisa pode ser aperfeiçoado. Além disso, dentre as configurações apontadas por Cobb et al (2003) nos enquadramos na do professor/pesquisador. Quatro atividades que favoreciam a representação de objetos matemáticos por meio de som e de cores foram preparadas e desenvolvidas em quatro encontros, com duração aproximada de 100 minutos. Os alunos foram separados por duplas e utilizaram seus dispositivos móveis – tablets ou smartphones. Na análise dos dados, foi constatado que os alunos usaram o xilofone para realizar suas composições musicais e validar suas respostas. Dessa forma, foi evidenciado que ele foi um instrumento muito importante para a compreensão e para o desenvolvimento das atividades, pois serviu para registar as diferentes possibilidades de músicas que os alunos representaram na lista de possibilidades. Em relação às generalizações apresentadas, verificou-se que elas foram registradas por meio da língua natural e, assim, identificou-se dois estilos pensamento algébrico, o factual e o contextual; além de que, dentre as atividades, alguns alunos apresentaram uma transição entre o factual e o contextual. Como já era esperado, não foi possível verificar o pensamento algébrico simbólico com os alunos do sexto ano. Observou-se que o trabalho com classes inclusivas é favorecido quando se escolhe metodologias diferenciadas e motivadoras, assim como, atividades que estimulem os sentidos do corpo e a interação entre alunos e professores.