ALTERAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS RESPIRATÓRIAS EM CRIANÇAS APÓS O USO DO EXPANSOR MAXILAR DIFERENCIAL

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: YAMAGUCHI, LUCIANA BELOMO
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/32650
Resumo: Objetivos: Avaliar os efeitos da expansão rápida da maxila (ERM) sobre as vias aéreas superiores. Material e Método: A amostra foi composta por 21 crianças em fase de dentadura mista, com média de idade de 9,47anos (DP ± 0,82), sendo 7 meninos e 14 meninas, que foram tratadas com o Expansor Maxilar Diferencial (ED). Foram realizadas ativações nos 2 parafusos, anterior e posterior, seguindo o protocolo de ativações: uma volta completa após a instalação, seguindo de 2/4 de volta partir do segundo dia, duas vezes ao dia, durante um período mínimo de 7 dias ou até a expansão alcance aproximadamente 8 mm no parafuso posterior do ED e 10 mm, no anterior. Os pacientes realizaram duas tomografias computadorizadas de feixe cônico antes do início do tratamento (T0) e após 6 meses e remoção dos aparelhos (T1). As mensurações foram realizadas no software Dolphin Imaging Systems 11.7 de maneira cega. Foram avaliadas medidas volumétricas da nasofaringe e orofaringe. Um questionário pediátrico de sono (QSP) foi aplicado aos pais em 3 tempos: ao início do tratamento (T0), após a remoção do aparelho (T1) e 1 ano após o início do tratamento (T2). Para avaliação estatística do QSP entre os três tempos foi utilizado o teste Q de Cochran para grupos dependentes (p<0,05) e para as vias aéreas superiores, os testes de normalidade (Shapiro-Wilk) e teste t pareado (p<0,05). Para determinar o erro intraexaminador, 30% das TCFC foram reavaliadas de forma aleatória 15 dias após a primeira medição. Foi utilizado o Coeficiente de Correlação Intraclasse e Bland Altman. Resultados: O Coeficiente de Correlação Intraclasse variou de 0,94 a 1. O teste de concordância de Bland & Altman mostrou baixo grau de viés, com uma variação de 0,97 a 1. O QPS demonstrou uma melhora estatisticamente significante no padrão respiratório relacionado ao sono das crianças, que permaneceu estável na maioria dos pacientes. Em relação às vias aéreas superiores, houve um aumento estatisticamente significativo para as variáveis Volume total, Volume da orofaringe e Volume total dos seios maxilares (p<0,05). Conclusão: A ERM levou a um aumento estatisticamente significante nas vias aéreas superiores e pode ser uma valiosa ferramenta na prevenção e tratamento de distúrbios respiratórios durante o sono em crianças, melhorando a qualidade do sono mesmo em indivíduos normais sem transtornos respiratórios.