Avaliação longitudinal das alterações das distâncias interdentárias superiores após a correção da mordida cruzada posterior, comparando-se duas modalidades de tratamento: expansão rápida da maxila e expansão lenta (dentoalveolar) do arco superior, seguidas do aparelho Edgewise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Pinheiro, Fábio Henrique de Sá Leitao
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25134/tde-14032005-160105/
Resumo: No início da dentadura permanente, pode-se corrigir a mordida cruzada posterior (MCP) por meio de duas técnicas distintas: expansão rápida da maxila (ERM), na presença da atresia maxilar, e expansão lenta do arco superior (EL), ao predominar a inclinação dentoalveolar. Entretanto, já que estas características morfológicas costumam coexistir nesta fase do desenvolvimento oclusal, este trabalho objetivou comparar a estabilidade destas técnicas, aproximadamente dez anos pós-contenção. Avaliaram-se, em 30 pacientes, os modelos de estudo pré-tratamento (I), pós-tratamento (F) e póscontenção(C), nos três grupos estudados (ERM, EL e CONTROLE - Aparelho edgewise). Nos grupos experimentais, corrigiu-se a MCP em adolescentes de ambos os gêneros, complementado-se o tratamento com a mecânica edgewise (com ou sem extrações dentárias). Analisaram-se as alterações das distâncias interdentárias (3-3, 4-4, 5-5 e 6-6), tanto F-I quanto C-F, por meio do teste “t" de Student pareado. Aplicaram-se a ANOVA (um critério) e o teste de Tukey (p<0,05) para realizar-se a comparação intergrupos, correlacionando-se o resultado com algumas variáveis clínicas (gênero, idade, extrações, relação interarcos ântero-posterior, quantidade de expansão, tempo e duração do tratamento). Nos grupos experimentais, com exceção da distância 3-3, todas as dimensões transversais aumentaram após o tratamento, inexistindo-se alterações no grupo controle. Uma vez que o grupo de ERM apresentou uma estabilidade decrescente em direção à região anterior do arco, algo analogamente oposto ao padrão de abertura em formato de “tesoura" da sutura palatina mediana, suspeitou-se que, mesmo sem implicações clínicas, as alterações esqueléticas aí produzidas não se mantêm totalmente indeléveis ao longo dos anos. Após o período de observação, recidivaram-se 20% dos casos de ERM, e 30%, dos casos de EL, envolvendo principalmente a distância 6-6. Já que não se identificou a etiologia desta recidiva no grupo de ERM, enquanto no grupo de EL isto se deveu à correlação negativa entre a quantidade de expansão e a quantidade de recidiva, a ERM demonstrou-se clinicamente mais eficiente, a longo prazo, para a correção da MCP, na dentadura permanente jovem.