Densidade populacional e tamanho da área de vida para Formicarius colma (Aves, Formicariidae) em uma parcela de floresta primária na Amazônia Central
Ano de defesa: | 2012 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
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Programa de Pós-Graduação: |
Ecologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: | https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/11900 http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4551247U8 |
Resumo: | A utilidade de estudos espaço-temporais da ocupação de sítios tem sido provada em análises de populações silvestres. Contudo, o significado biológico da ocupação geralmente depende de informação sobre a densidade populacional e o movimento de indivíduos, especialmente quando os sítios não apresentam limites bem definidos, como em extensas áreas de floresta tropical. Neste estudo, nós apresentamos estimativas da densidade populacional (d), tamanho da área de vida (a partir do parâmetro σ, que representa o desvio padrão da área de vida) e probabilidade de detecção (ρ) para uma população de Formicarius colma em uma parcela de floresta primária na Amazônia Central. Nós capturamos e marcamos com anilhas coloridas 14 F. colma durante junho de 2011. Nos cinco meses seguintes, realizamos amostragens para procurar as aves marcadas utilizando um dispositivo de playback. Desenvolvemos nossas análises utilizando um modelo SECR para dados de busca ativa em uma estrutura Bayesiana usando MCMC e comparamos os resultados com estimativas de parâmetros pré-existentes para nossa espécie na mesma área de estudo. Nossa estimativa posterior para σ foi 0.20 Km (intervalo de credibilidade, c.i., de 95%: 0.11 - 0.27). A média do parâmetro σ foi utilizada como raio da área de vida, levando a uma estimativa da área de vida de 12.56 ha, mais alta do que a estimativa do tamanho de território dos estudos anteriores (6.58 e 7.3 ha). A estimativa da densidade (d) foi 5.7 ind. por 100 ha (95% c.i.: 3.1 8.9), mais baixa do que os resultados encontrados anteriormente (21 e 11 indivíduos). Para a probabilidade de detecção (ρ) nós obtivemos uma máxima probabilidade de detecção à distância zero de 0.40 (95% c.i.: 0.06 - 0.86). As diferenças observadas entre as estimativas podem ser resultado dos distintos métodos utilizados na amostragem e na análise dos dados. Diferentemente dos trabalhos anteriores, nós utilizamos localizações apenas de indivíduos marcados durante um período de amostragem maior, enquanto considerando a detecção imperfeita dos indivíduos para computar nossas estimativas de abundância. |