O caminho feito ao andar: itinerários formativos do professor bacharel no ensino médio integrado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Aliança, Priscila Tiziana Seabra Marques da Silva lattes
Orientador(a): Souza, Francisco das Chagas Silva lattes
Banca de defesa: Souza, Francisco das Chagas Silva lattes, Passeggi, Maria da Conceição Ferrer Botelho Sgadari lattes, Henrique, Ana Lúcia Sarmento lattes, Câmara, Sandra Cristinne Xavier da lattes, Neta, Olívia Morais de Medeiros lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: Mestrado Acadêmico em Educação Profissional
Departamento: Natal - Central
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://memoria.ifrn.edu.br/handle/1044/922
Resumo: RESUMO O objetivo deste trabalho é discutir o itinerário formativo do professor das chamadas “disciplinas técnicas” do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (EMI), mais especificamente os professores bacharéis atuantes no EMI de Mecatrônica no campus Parnamirim do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Para investigar essa trajetória de formação, discuto as bases teóricas da abordagem (auto)biográfica, de modo a fundamentar a construção e a análise dos dados utilizados no trabalho. Os dados foram constituídos a partir das narrativas de formação de cinco professores bacharéis. As concepções referentes ao EMI encontram, neste estudo, embasamento teórico e político em Marx (2011; 1965), Gramsci (2010), Moura (2008; 2010), Saviani (2003) e Frigotto, Ciavatta e Ramos (2005). O Documento Base da “Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrada ao Ensino Médio” (BRASIL, 2007), no capítulo Concepções e Princípios, apresenta as categorias sobre as quais se ergue o EMI: (1) formação humana integral; (2) trabalho, ciência, tecnologia e cultura como categorias indissociáveis da formação humana; (3) trabalho como princípio educativo; (4) pesquisa como princípio educativo; (5) relação parte-totalidade na proposta curricular. Além destes elementos, o EMI pressupõe a busca por uma formação baseada na politecnia e numa escola unitária que supere a dualidade estrutural historicamente estabelecida. A abordagem (auto)biográfica está, segundo Passeggi (2011, p. 20-21), ancorada em três princípios: (1) a “construção da realidade mediante a linguagem pelo sujeito ou pelo grupo”; (2) a linguagem como “elemento mediador da historicidade do sujeito, mediante uma hermenêutica prática”; (3) a pesquisa como um “posicionamento epistemo-político”. Esta pesquisa se baseia nos estudos de pesquisadoras da narrativa de si (PASSEGGI, 2010; 2011; 2012; 2014; JOSSO, 2004; 2010) e memória e narrativa (SARLO, 2007; BOSI, 2003; 2004), assim como filósofos que articulam ação e experiência (LARROSA, 2006) e ação e narrativa (RICOEUR, 1994).A análise das narrativas indica que os professores se apoiam primordialmente na própria memória dos tempos de escola e graduação para estabelecerem suas primeiras práticas pedagógicas; em segundo lugar, no apoio de colegas e a própria experiência cotidiana. O estudo também aponta desencontros entre os processos de autoformação do professor bacharel e o os pressupostos do EMI, indicando que um espaço sistematizado de heteroformação se faz necessário.