Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Danna, Daniel Cardoso |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
IDP/EDAB
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://dspace.idp.edu.br:8080/xmlui/handle/123456789/2553
|
Resumo: |
O sistema elétrico brasileiro está em grande medida baseado na energia gerada a partir de reservatórios hídricos. Nos períodos mais secos do ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico aumenta a geração a partir de outras fontes, como as termelétricas, que são mais caras, o que acarreta impactos para o consumidor e para as distribuidoras, que são expostas a uma situação de desequilíbrio econômico-financeiro. Para lidar com esses impactos, foi criado o mecanismo das bandeiras tarifárias, que tem como objetivos (i) sinalizar ao consumidor a condição de geração de energia elétrica por meio da cobrança de um adicional mensal na tarifa e (ii) reduzir a defasagem entre o custo real da energia e o repasse tarifário. O mecanismo tem duas qualidades: permite, em tese, que os consumidores reajam ao custo mais elevado de geração de energia elétrica e suaviza os repasses dos custos adicionais de compra de energia termelétrica acionada extraordinariamente, antecipando recursos para a distribuidora. Para um consumidor inteiramente racional (com informação perfeita e maximizador de utilidade), o mecanismo deveria ser compreensível e bem avaliado. Os dados apresentados neste trabalho sugerem, ao contrário, que os consumidores não compreendem as bandeiras tarifárias e as avaliam de forma negativa. Essa discrepância entre o consumidor racional e o consumidor real abre espaço para que as bandeiras tarifárias sejam analisadas sob a perspectiva da economia comportamental (que busca avaliar a influência de fatores psicológicos – cognitivos e emocionais – e sociais no comportamento humano) e para que sejam propostas alterações no desenho do mecanismo das bandeiras. Tendo como objetivos aumentar o nível de conhecimento das bandeiras tarifárias e melhorar sua avaliação, foram elaboradas duas propostas de alteração no modelo atual: a vinculação da bandeira ao ciclo de faturamento e a introdução do enquadramento de ganho no acionamento das bandeiras. As ferramentas de economia comportamental parecem ser capazes de aperfeiçoar o modelo de bandeiras tarifárias, mantendo a credibilidade do sistema, bem como aumentando o nível de informação dos consumidores com relação às condições de geração de energia no País. |