Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2007 |
Autor(a) principal: |
Silva, Maria de Fátima Santos da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.furg.br/handle/1/8730
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Resumo: |
A presente dissertação de mestrado versa sobre a agricultura convencional praticada na Quitéria e as possibilidades da efetivação da transição agroecológica por meio de um processo educativo e emancipador. A Quitéria é uma localidade do interior da cidade de Rio Grande, de colonização predominantemente portuguesa, onde a atividade econômica principal é a agricultura convencional e familiar. Partimos da análise da crise socioambiental que vivemos para mostrar que a agricultura convencional não pode ser vista de forma isolada, compartimentada ou fragmentada. Ela só pode ser entendida se inserida em um contexto maior de relação conflitual de exploração e dominação dos homens sobre a natureza. Os recursos naturais são usados sem a preocupação com a sua regeneração/preservação. As práticas agrícolas convencionais levam ao esgotamento dos solos, à destruição da biodiversidade, ao aprofundamento da crise socioambiental e das dificuldades econômicas e sociais das mulheres e homens que vivem no campo. A agricultura sustentável se apresenta como uma alternativa viável para fazer frente à crise que enfrenta a agricultura familiar hoje, além de ser um imperativo em função da necessidade de suplantar a forma de agricultura mecanizada, intensiva e de alto custo que foi solidificada a partir do Pacote Tecnológico da Revolução Verde. Nosso objetivo é discutir, além do que sustenta a agricultura convencional os caminhos que temos para a transição agroecológica, o papel que tem a cumprir tanto os órgão de assistência técnica, os agricultores e agricultoras, quanto os consumidores e todos os demais setores sociais que tem compromisso com a construção de uma sociedade justa e igualitária. A metodologia é entendida, neste sentido, como construção permanente no decorrer de nossa trajetória na busca por refletir acerca do problema de pesquisa. Partindo do estudo de caso, realizando entrevistas semi-estruturadas e observações e procedendo a apreciação dos dados por meio da análise qualitativa textual, A educação ambiental é entendida neste trabalho como educação política, crítica, participativa e emancipatória, inserida no projeto utópico de construção de um outro mundo possível. O dialogo constante e o respeito ao saber de todas as mulheres e homens é condição imprescindível para que possamos consolidar uma transição agroecológica que se paute na construção coletiva e na radicalização da participação de todos, como sujeitos de sua história, construtores da sua existência. |