"Ser ou não ser literatura? Eis a questão", a leitura de folhetins em Rio Grande no século XIX

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Mello, Juliane Cardozo de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.furg.br/handle/1/10409
Resumo: Nesta tese pretendo analisar a circulação de obras literárias em Rio Grande (RS), uma vez que a cidade caracterizava-se, no século XIX, como um centro cultural, no qual os habitantes liam e possuíam livros em suas bibliotecas. O recorte temporal que utilizo compreende, majoritariamente, a segunda metade do século, pois o número de livros e de leitores cresce, devido à existência de um público consumidor e também pelas condições econômicas e tecnológicas favoráveis à circulação de livros. Dessa forma, busco, neste estudo, expor um perfil do leitor rio-grandino, analisando a literatura e os seus polissistemas (ZOHAR, 1990), através da análise da presença de obras literárias em inventários, nos acervos dos livreiros, dos romances disponíveis no Gabinete de Leitura e, principalmente, dos folhetins publicados nos periódicos locais, por meio de reflexões acerca das traduções de autores europeus, com destaque para os franceses, e sobre as obras de autores locais que se valeram dos romances que liam e que traduziam para criar textos que se aproximassem dos folhetins de grande sucesso. Proponho-me, portanto, a vislumbrar a literatura através dos pressupostos da leitura, da circulação de impressos numa perspectiva que evidencia a globalização da cultura, a partir dos estudos de Abreu (2016), Oliveira (2016), Mollier (2016), etc., já no Oitocentos, com intuito de repensar as matrizes nacionalistas e regionais consagradas pela História da Literatura.