Golden shares: limites e possibilidades da intervenção estatal na empresa privada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Wienskoski, Leticia
Orientador(a): Guerra, Sérgio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/36429
Resumo: Esta pesquisa tem como escopo investigar os limites e as possibilidades da atuação do Estado em processos de desestatização por meio da adoção de golden shares. Partindo da premissa de que esse arranjo societário se caracteriza, do ponto de vista do Direito Público, como uma intervenção administrativa, será utilizada a metodologia hipotético-dedutiva, a partir da revisão bibliográfica, legislativa e jurisprudencial, para testar a hipótese de que as prerrogativas das golden shares devem ser limitadas, de modo a não conceder ao ente desestatizante a titularização da atividade econômica ou a possibilidade de exercer a regulação. Esta investigação reveste-se de importância por tratar de um instrumento jurídico pouco explorado pela doutrina nacional e, sobretudo, por sua recente adoção em desestatizações brasileiras, como no caso das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) em 2022, e pela indicação de seu uso na potencial privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo S.A. (Sabesp). Além disso, embora a golden share tenha sua legitimidade fundamentada na Lei n. 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações), a extensão e o exercício de seus poderes carecem de limitação legal, cabendo ao ente desestatizante, em cada privatização, definir o alcance das prerrogativas estatais. Em virtude dessa característica, a margem discricionária concedida ao Estado pode gerar medidas presumidamente legítimas, mas que revelem abusos de poder estatal e esvaziamento da propriedade privada.