Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Cabral, Daniel Pereira |
Orientador(a): |
Zucco Júnior, César |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
eng |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/10438/28550
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Resumo: |
A violência criminal desenfreada é uma das questões mais prementes da América Latina. Ainda assim, poucos estudos investigam as consequências atitudinais dessa questão. Esta dissertação analisa o impacto do medo do crime nas preferências por redistribuição e nas preferências punitivas dos indivíduos. Além disso, examino se o medo de crime torna os indivíduos mais propensos a apoiar políticas focadas em questões sociais como desemprego na juventude, pobreza e desigualdade de renda, em detrimento de medidas mais repressivas para mitigar crime. Utilizando dados de opinião pública de 17 países da América Latina desde 2008 até 2016, esse trabalho demonstra que altos níveis de medo do crime estão simultaneamente associados a atitudes favoráveis à redistribuição de renda e ao aumento punição de criminosos. Os resultados não indicam que tipo de política anti-crime os cidadãos tendem a favorecer quando solicitados a fazer uma escolha binária entre políticas inclusivas e medidas punitivas para reduzir o crime, dado que o efeito de medo de crime não é estatisticamente significante. Concluo esta dissertação discutindo suas limitações empíricas e como contorná-las em trabalhos futuros. Eu proponho novos desenhos de pesquisa para lidar com as dificuldades de avaliar o impacto causal do medo do crime nas preferências políticas dos cidadãos. Por fim, discuto implicações potenciais do trabalho para o compreensão dos altos e persistentes níveis de violência criminal na América Latina. |