Contradições, práxis e mudança institucional na criação de uma Joint Venture

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Bardagi, M. P.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro Universitário Fei, São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.fei.edu.br/handle/FEI/381
Resumo: A recente formação de uma joint venture no segmento de infra-estrutura para telecomunicações irá nos permitir analisar se realmente ocorrem mudanças, dentro do paradigma da Teoria Neo-Institucional. Este trabalho irá focar os aspectos relacionados com as contradições, práxis e mudança institucional em uma organização, como descrito por Seo e Creed (2002). Refutando uma abordagem determinística da Teoria Institucional, esses autores, a exemplo de outros estudos recentes no campo, concentram-se no papel do agente para motivar e disparar um processo de mudança dentro de uma organização. Nosso foco será precisamente o papel do agente para motivar e disparar um processo de mudança dentro de uma organização. Nosso foco será precisamente o papel do agente na construção de uma nova totalidade socialmente construída e o modelo dialético de Benson (1977) servirá como ponto de partida. Começando nossa análise com a criação da nova companhia, tentaremos entender como as novas interações sociais contribuíram para a construção da nova totalidade, que contradições foram criadas ou emergiam a partir dessas mesmas interações. Mais ainda, vamos identificar: que práticas no dia-adia do trabalho na recém-fundada empresa foram aderentes àquilo que havia sido professado pela Alta Direção e qual nível de decoupling era palpável? Onde e quando esse decoupling torna-se uma ameaça à ordem institucional? E, como uma resposta a isso, quais práxis foram criadas e adotadas pelos atores sociais? Que "válvulas de escape" foram criadas pela liderança como uma reação, em um esforço para a manutenção do status quo? Foram essas válvulas de escape efetivas? E se falharam, por quê? Finalizaremos com uma proposta de emenda ao modelo a partir de nossas conclusões