Economia circular: um modelo de governança florestal para conservação da Amazônia Legal Brasileira
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Centro Universitário FEI, São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.fei.edu.br/handle/FEI/5229 https://doi.org/10.31414/ADM.2023.T.131674 |
Resumo: | Esta pesquisa, teve o objetivo de desenvolver um modelo de análise de economia circular aplicado à conservação das florestas nativas da Amazônia Legal Brasileira. O estudo utilizou uma abordagem qualitativa e descritiva, realizada mediante um estudo de caso único com unidades de análise incorporadas, com 36 entrevistas realizadas com os principais atores da governança floresta nos nove estados da ALB. Utilizou-se pesquisa documental e observação para construção dos resultados da pesquisa. Os resultados destacam a importância dos povos das florestas na conservação florestal por meio de suas práticas tradicionais de manejo sustentável, desempenhando um papel fundamental na conservação das florestas. Além disso, a pesquisa indica que a economia circular já acontece na ALB, o que oferece crescentes oportunidades para adotar esse modelo, uma vez que as florestas fornecem uma ampla variedade de produtos florestais não-madeireiros que são extraídos de maneira sustentável por algumas comunidades na região. Isso tem contribuído para criação de novos ciclos técnicos e biológicos que garantem a contínua disponibilidade desses recursos, além de contribuir com geração de empregos para os povos das florestas, renda para as famílias locais e uma economia mais equilibrada e sustentável. No entanto, comprovou-se diversas barreiras que dificultam a conservação florestal, como: falta de estabelecimento de uma governança florestal efetiva; as tomadas de decisão são feitas de maneira unilateral, sem a participação de atores considerados primordiais, em especial os povos das florestas; falta de apoio dos parlamentares; a descontinuidade de projetos com mudanças de governos; a falta de políticas públicas para o fortalecimento das cadeias produtivas dos PFNMs; a dificuldade logística para acesso às comunidades, principalmente para manuseio dos PFNMs extraídos das florestas; a infraestrutura básica das comunidades são consideradas precárias. Também, foi identificado que a fiscalização dos desmatamentos e incêndios florestais não acontecem de forma contínua, por falta de recursos financeiros, falta de recursos humanos, além da falta de tecnologias que contribuam na fiscalização constante. A pesquisa mostra a necessidade de promover a integração entre os diversos atores da governança florestal, em especial entre os nove estados da ALB, para o desenvolvimento de políticas públicas abrangentes e estratégias efetivas, contra os desmatamentos e incêndios florestais. Propõe-se investimentos em pesquisas, para aprimorar as estratégias de conservação na ALB, com o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, como por exemplo a inteligência artificial e o monitoramento avançado |