A incidência de impairment de ativos não circulantes diante da crise da coronavirus disease (COVID-19)
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado
Centro Universitário Álvares Penteado Brasil FECAP PPG1 |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.fecap.br:8080/handle/123456789/958 |
Resumo: | Esta pesquisa teve como objetivo investigar se houve aumento da incidência de impairment de ativos não circulantes com o advento da crise da COVID-19. Para isso, optou-se por uma abordagem de pesquisa quantitativa, utilizando-se de modelos estatísticos de regressão linear com dados em painel de efeitos fixos, e técnicas de estatística descritiva para auxiliar nas análises dos dados e resultados. A partir de uma amostra com 383 companhias abertas brasileiras, foram coletadas manualmente as constituições e reversões de despesas de impairment de ativos imobilizados (incluindo ativos de direito de uso) e intangíveis (incluindo goodwill) nas demonstrações financeiras consolidadas, do período de 2016 a 2020. Os demais dados foram obtidos na Economatica. A análise dos resultados foi dividida em duas seções. Na primeira seção, foi analisada a incidência geral de impairment das companhias brasileiras no período de 2016 a 2020, e em seguida foram apresentados os impairment decorrentes, dentre outros fatores, dos efeitos da crise da COVID-19. Verificou-se que: as perdas de impairment dessas companhias no período somaram 145 bilhões de reais, com 63% desse montante (92 bilhões de reais) concentrado nos anos em que o Brasil apresentou PIB com crescimento negativo (2016 e 2020); as despesas mais expressivas de impairment em relação aos ativos totais médios não ocorreram nas big companies e foram mais frequentes em companhias abertas listadas na B3 em comparação às companhias abertas não listadas; em 2020, foram identificadas 18 companhias com registros de perdas ao valor recuperável de ativos não circulantes atreladas a COVID-19, com forte concentração no setor de Consumo Cíclico. Em seguida, foram feitas análises de regressões lineares, examinando as variáveis de controle e de interesse associadas ao reconhecimento de impairment em ativos não circulantes. Foram encontradas evidências estatísticas de uma relação positiva e significante entre os efeitos da crise da COVID-19 e a incidência de impairment de ativos não circulantes para as companhias brasileiras de capital aberto e listadas na B3, mesmo após o controle de diversos fatores econômico-financeiros. Entretanto, o mesmo não aconteceu para as companhias não listadas na bolsa de valores B3. Esses resultados permaneceram robustos em diferentes especificações econométricas |