Avaliação in vitro e in vivo de antissépticos e desinfetantes no controle da linfadenite caseosa.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: SANTIAGO, L. B.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/882077
Resumo: Resumo: Corynebacterium pseudotuberculosis é um bacilo Gram positivo causador da Linfadenite Caseosa (LC) nos pequenos ruminantes. O tratamento atualmente preconizado para esta enfermidade consiste na drenagem e cauterização química dos abscessos em estágio avançado de evolução, apesar deste procedimento representar grande risco de contaminação ambiental. Objetivou-se com este estudo descrever a curva de crescimento da C. pseudotuberculosis (1), avaliar o efeito in vitro de cinco antissépticos e desinfetantes contra a C. pseudotuberculosis (2) e determinar a eficácia in vivo da aplicação dos dois produtos com maior poder bactericida in vitro contra a C. pseudotuberculosis, no interior do abscesso de animais acometidos pela LC. Os produtos avaliados in vitro foram: tintura de iodo a 10%, hipoclorito de sódio a 2,5%, permanganato de potássio a 5%, sabonete líquido antisséptico Aseptol® e álcool etílico absoluto (99,8%), utilizando-se quatro repetições e o teste de Tukey (p<0,05) para comparação das médias. A curva de crescimento foi obtida a partir da medição da massa celular e contagem de UFC/mL. Para a obtenção de uma concentração de C. pseudotuberculosis de 1200 x 105 células viáveis/mL, o inóculo foi mantido sob incubação a 37ºC por 28 a 40 horas. A tintura de iodo a 10% e o hipoclorito de sódio a 2,5% foram os dois produtos com maior poder bactericida in vitro contra a C. pseudotuberculosis. Para o estudo in vivo, foram utilizadas 18 fêmeas ovinas, dividias em três grupos: o primeiro grupo foi tratado com tintura de iodo a 10% (TI), o segundo grupo com hipoclorito de sódio a 2,5% (HS) e o último grupo submetido ao tratamento convencional (CT). Os dados hematológicos e sorológicos foram analisados pelos testes de Lilliford e Dunnet (p<0,05). O tratamento convencional foi mais eficaz que os grupos TI e HS, no que diz respeito ao controle da contaminação ambiental pela C. pseudotuberculosis. Não foi detectada diferença (p<0,05) nos parâmetros hematológicos em decorrência dos tratamentos avaliados. Quanto ao acompanhamento sorológico, a análise estatística comparativa entre os meses, dentro de cada grupo, mostrou que os meses 1, 2, 3 e 4 foram diferentes (p<0,05) do mês 0 para os grupos TI e HS. No grupo CT, não houve diferença (p<0,05) entre os meses de 1 a 5 e o mês 0.