O movimento Todos pela Educação e a contrarreforma do Ensino Médio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Santos, Elielsom Oliveira dos
Orientador(a): Pronko, Marcela Alejandra
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: EPSJ
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/43582
Resumo: Esse trabalho teve como objetivo investigar o processo de implementação da Contrarreforma do Ensino Médio e os principais atores que incidem na política educacional no Brasil. Para isso, a pesquisa analisou o papel que o Movimento “Todos Pela Educação” têm na formulação de políticas educacionais e suas consequências na educação pública. Particularmente buscou-se compreender sua influência na acelerada e recente implementação dessa Contrarreforma, com objetivo de entender os interesses por trás dessa medida. A referida reforma foi implementada num primeiro momento através da Medida Provisória 746/2016, ato de urgência, de forma antidemocrática, inviabilizando a devida discussão com os atores sociais envolvidos nas escolas. Além disso, foi analisado o papel do Banco Mundial na formulação da proposta pedagógica da respectiva Contrarreforma, após o empréstimo do Banco ao Governo brasileiro. Portanto, a execução da Contrarreforma do Ensino Médio através da Lei 13.415, a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) são peças de um quebra-cabeça que foram montadas para reforçar a lógica privatista dos segmentos da classe dominante que orientam a política educacional. Consequentemente as mudanças profundas no ensino médio aumentaram a precarização da formação dos jovens dessa etapa de ensino, sendo fundamentada nas competências socioemocionais necessárias ao mercado de trabalho.