Soroepidemiologia da infecção toxoplásmica em alunos do curso de Medicina Veterinária de Universidades do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Vicente, Regiane Trigueiro
Orientador(a): Amendoeira, Maria Regina Reis
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/27892
Resumo: Toxoplasma gondii,protozoário agente causador da toxoplasmose, está presente em todos os continentes do mundo, sendo a ocorrência da infecção bastante elevada no Brasil. Estão envolvidos variados mecanismos de transmissão como: a ingestão de oocistos, a ingestão de cistos em tecidos de animais infectados; contato direto com secreções de animais parasitadose passagem do protozoário por via transplacentária. É de extrema importância estudar a ocorrência da infecção por T. gondiiem populações onde o risco ocupacional, poderia levar, teoricamente, a uma maior probabilidade de o indivíduo entrar em contato com um dos diversos mecanismos de transmissão, como é o caso de alunos do curso de Medicina Veterinária (Grupo de Estudo) que têm prática clínica ou outras práticas com animais e suas carcaças. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo analisar a ocorrência da infecção por T. gondiiem universitários do Grupo de Estudo, tendo como Grupo Controle alunos de outros cursos não relacionados, da mesma Universidade, em duas instituições de ensino do Riode Janeiro, correlacionando os resultados obtidos com as variáveis epidemiológicas. Foram estudados 839 universitários: 492 do Grupo de Estudo e 347 do Grupo Controle, sendo estes de outros cursos sem contato com animais nas disciplinas curriculares Sendo 435 da Universidade Federal Fluminense (UFF): 228 no Grupo de Estudo e 207 do Grupo Controle, e 404 da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ): 264 do Grupo de Estudo e 140 do Grupo Controle. Algumas das variáveis contidas no questionário epidemiológico foram: idade, sexo, contato com gatos, ingestão de carne crua/mal cozida, manipulação de animais na clínica e da terra, utilização de Equipamentos de Proteção Invidual (EPI) e conhecimento da profilaxia. Obteve-se, por meio da Reação de Imunofluorescência Indireta eELISA, uma soroprevalência de 21,81%, sendo 24,14% na UFF e 19,31% na UFRRJ. Não houve diferença significativa entre as duas instituições, agruparam-se então os alunos. A soroprevalência (RIFI e ELISA IgG) foi de 16,06% noGrupo de Estudo e 29,97% no Grupo Controle As únicas variáveis significativas foram \201Cidade\201D variando de 12,00% a 53,52% e \201Cconhecimento da profilaxia\201D (dos alunosreagentes 18,31% tinham conhecimento e 24,22% não tinham). A ausência de associação significativa entre as variáveis: sexo, contato com gatos, contato com solo do campus, manipular terra, consumo de carne crua ou mal passada, manipulação de animais na clínica e o uso de EPIs, com a soropositividade, mostrou que essas variáveis não influenciaram na distribuição dos soros reagentes. A menor prevalência da infecção no Grupo de Estudo sugere que o acesso às informações sobre a profilaxia pode contribuir para diminuir as chances de infecção. A idade mostrou associação com a infecção toxoplásmica em ambos os grupos, pois quanto maior a faixa etária aumentam-se as chances do contato com um dos diversos mecanismos de transmissão