Fatores associados à prescrição de antibióticos para profilaxia e tratamento da Endocardite Infecciosa baseada em evidências por cardiologistas do Estado do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Silva, Rosana de Deus Andrade Decotelli da
Orientador(a): Passos, Sônia Regina Lambert, Hökerberg, Yara Hahr Marques
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/28627
Resumo: A análise dos fatores que influenciam a decisão terapêutica é cada vez mais importante. O uso dos antibióticos é frequentemente baseado em evidências limitadas, e a falta de informação sobre o processo de tomada de decisão é um obstáculo importante para a utilização adequada de antibióticos. Esta pesquisa avaliou os fatores que influenciam a decisão dos cardiologistas do Estado do Rio de Janeiro no momento da prescrição de antibióticos para profilaxia e tratamento da Endocardite Infecciosa (EI), e qual a relevância de dados da medicina baseada em evidências (MBE) no suporte à esta decisão clínica. A pesquisa foi conduzida por meio da aplicação de um questionário, por via eletrônica ou presencial, a médicos cardiologistas do Estado do Rio de Janeiro. A estimativa da população alvo era de 2300 cardiologistas. O tamanho amostral mínimo necessário estimado foi de 366 cardiologistas para estimar uma proporção de 0,50 ajustada para perdas de 10%, com erro absoluto de 5% e nível de 95% de confiança. A amostra final foi de 374 cardiologistas, maioria do sexo masculino, com mediana de 43 anos de idade, natural do Rio de Janeiro, graduados em instituição pública, com mediana de título de especialista há 14 anos, associados à Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, com mediana de tempo de formado de 19,5 anos, com subespecialidade, e que trabalham na esfera pública e privada, concomitantemente Mais de dois terços da amostra tratou casos de EI nos últimos três anos. Na análise, utilizar a diretriz americana ou europeia como fonte de informação na prática clínica para decisões sobre profilaxia e tratamento de EI, ter experiência prévia em tratamento de EI, considerar a MBE decisiva para a tomada de decisão em casos de profilaxia de EI, lembrar espontaneamente a diretriz, identificar Revisão Sistemática como estudo de melhor evidência para questões de terapia, diagnóstico, prognóstico ou dano e estar em conformidade com MBE estiveram associados a uma maior chance de adesão à diretriz brasileira para profilaxia e tratamento da EI. Na análise de regressão logística a variável \201CConforme MBE\201D permaneceu associada à \201Cadesão à diretriz\201D mesmo quando controlado para experiência prévia no tratamento de EI nos últimos três anos. Este é o primeiro estudo brasileiro sobre fatores associados à prescrição de antibióticos para profilaxia e tratamento da EI baseada em evidências por cardiologistas do Estado do Rio de Janeiro. Foram identificados alguns fatores, porém estudos mais robustos, com instrumentos validados, são necessários para a melhor compreensão deste contexto e possíveis melhorias futuras.