Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Monteiro, Viviane dos Santos Jacob |
Orientador(a): |
Engstrom, Elyne Montenegro |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/37318
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Resumo: |
Introdução: No município do Rio de Janeiro (MRJ), houve mudanças substanciais no modelo de atenção primária à saúde, com expansão da Estratégia de Saúde da Família (ESF), e no modelo de gestão, com monitoramento de indicadores de saúde gerados, desde 2011, pelo Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Nesse processo, há desafios relativos à qualidade da informação e sua relação com a melhoria da atenção, em especial a perinatal. Objetivos: analisar a qualidade da informação produzida pelos profissionais da ESF da Área Programática 4.0 do MRJ na atenção ao pré natal. Metodologia: estudo epidemiológico descritivo, com análise de prontuários de mulheres que fizeram o pré natal (n=91) pela ESF (com médicos/enfermeiros) na referida área do MRJ e que tiveram seus partos no mês de março de 2014. Realizou-se busca ativa das informações de registros eletrônicos, em campos fechados ou abertos. Avaliou-se a completude (frequências absolutas e relativas), segundo critérios de Romero e Cunha, dos registros de todas as consultas realizadas pelas gestantes e a comparação com padrões para a qualidade da assistência, considerando protocolos do Ministério da Saúde. Variáveis estudadas: identificação, dados clínicos e laboratoriais; plano de cuidado. Resultados: evidenciou-se elevado percentual de incompletude dos prontuários analisados (ruim=56,04% e muito ruim=38,46%), especialmente nos registros clínicos (96%). A adequação dos registros às normas preconizadas foi muito baixa (4,4% e 1,1%), variando conforme parâmetros utilizados, especialmente o início tardio do pré-natal, reduzido número de consultas, inadequação dos procedimentos clínicos (batimentos cardiofetais e altura uterina) e exames recomendados (especialmente, para detecção do HIV, sífilis e infecção urinária). Conclusões: o registro em saúde é ferramenta importante para a gestão e melhoria do cuidado longitudinal. Esforços para melhorar as condições estruturais (inerentes ao PEP, como facilidade de manuseio, agilidade, conectividade) e o processo de trabalho das equipes (apoio na implantação PEP; educação permanente e ainda, mais gerais, como tempo de consultas, número de atendimentos, etc) podem resultar em melhoria da qualidade da informação e da atenção perinatal. |