A saúde do campo e o processo de trabalho da equipe de saúde da família

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Silva, Evelyn Siqueira da
Orientador(a): Gurgel, Idê Gomes Dantas
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/32233
Resumo: O campo foi, historicamente, negligenciado em relação às políticas públicas. Na saúde não foi diferente, pois é no campo que encontramos as piores condições de saúde e de vida. Com a implantação do SUS e a expansão da Estratégia de Saúde da Família se aumentou a oferta de serviços de saúde nas áreas do campo. Entretanto, por ser uma população marcada por singularidades sociais, culturais e de modelo produtivo, necessitam de um trabalho que respondam às necessidades e características socioculturais da área e por isso foi construída a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas. Portanto, é necessário entender como se dá o processo de trabalho das Equipes de Saúde da Família (EqSF) e como elas se organizam de acordo com as especificidades da população do campo para melhorar o cuidado ao usuário. O objetivo da pesquisa foi analisar o processo de trabalho das EqSF que atuam junto à população do campo. Para tal, foram desenvolvidas 3 etapas de coleta de dados, sendo: análise documental, observação participante com registro no diário de campo e entrevistas. As entrevistas foram realizadas com 8 profissionais da EqSF do campo e 3 gestores da saúde do município de Caruaru. A análise das informações foi desenvolvida através da análise do conteúdo. Os resultados apontam que os profissionais identificam algumas especificidades do campo como a difícil mobilidade, a falta de água que dificulta a agricultura, a superexploração do trabalho. Eles também relatam a existência de rezadeiras (benzedeiras) na área, porém não possuem um diálogo que integre ou fortaleça essas práticas no território. Já em relação ao uso de plantas medicinais, demonstram uma aproximação com o tema. O cenário analisado também se mostra com potencial para a mudança já que a academia através da Residência de Saúde da Família com ênfase no campo, (prima, tenta organizar melhor esse último parágrafo) os movimentos sociais representado pelo MST se fazem presente na área e abertos à construção de novas formas de fazer saúde.