Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Cota, Gláucia Fernandes |
Orientador(a): |
Rabello, Ana |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/6793
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Resumo: |
Leishmaniose visceral (LV) entre infectados pelo HIV tem incidência crescente em regiões onde as duas infecções são endêmicas. Reconhece-se hoje que a doença está associada a maior mortalidade, menor taxa de resposta clínica e parasitológica e maior toxicidade ao tratamento que as observadas em pacientes não infectados pelo HIV. Várias são as incertezas e dificuldades a cerca do diagnóstico, tratamento e seguimento dos pacientes coinfectados com Leishmania-HIV. Esta tese é composta por três revisões sistemáticas e um estudo clínico e busca contribuir para a redução de algumas lacunas do conhecimento à cerca da coinfecção Leishmania-HIV. Por meio de revisões sistemáticas da literatura e de um estudo transversal, que comparou a acurácia de métodos invasivos e não invasivos para o diagnóstico de LV entre infectados pelo HIV, confirmamos baixa sensibilidade dos testes sorológicos, à exceção do teste de aglutinação direta, que deve ser preferido em rotinas de investigação. Incluindo nossos próprios resultados, foram identificados apenas três estudos que avaliaram o desempenho de testes imunocromatográficos rápidos, baseados na pesquisa do anticorpo contra o antígeno recombinante K39, entre infectados pelo HIV. Por sua vez, testes baseados na reação em cadeia da polimerase, incluindo a técnica que utiliza como alvo a subunidade ribossomal do RNA e testada em nosso meio, apresentam alto desempenho global e despontam como alternativa menos invasiva ao exame parasitológico. De acordo com a evidência disponível, a terapia antirretroviral altamente potente não constitui intervenção suficiente para evitar a recidiva. Por outro lado, o uso de profilaxia secundária reduz significativamente a ocorrência de episódios subsequentes de LV. A revisão da literatura nos permitiu ainda identificar algumas condições marcadoras do risco de recidiva que, se presentes, reforçam a indicação de profilaxia secundária: ausência de elevação da contagem de linfócitos T CD4+ no seguimento; história prévia e recidiva de LV; contagem de linfócitos T CD4+ abaixo de 100 células/mL na ocasião do primeiro diagnóstico de LV. Os trabalhos publicados revelam maior taxa de resposta clínica com o uso de anfotericina B em relação ao tratamento com derivados de antimônio, o que parece estar relacionado à menor toxicidade que à maior eficácia. Os derivados de antimônio são drogas mal toleradas pelos pacientes coinfectados com HIV, associando-se a alta taxa de descontinuidade do tratamento e mortalidade três vezes maior que a observada com o tratamento com anfotericina B. Os dados disponíveis até o momento são insuficientes para se comparar a eficácia entre as várias formulações de anfotericina ou se definir a dose e o tempo de tratamento ideais para LV entre infectados pelo HIV. |