Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Nascimento, Marcia Regina Barbosa do |
Orientador(a): |
Sousa, Isabela Cabral Félix de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/52478
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Resumo: |
A crise socioambiental é uma realidade da modernidade que desafia a escola buscar práticas pedagogicas que favoreceram a percepção que os seres humanos são natureza. Nesse sentido, a presente pesquisa investigou as contribuições das Feiras de Ciências na promoção da Educação Ambiental Crítica (EAC) em diálogo com o Ensino de Ciências. Para isso, estudou-se publicações acadêmicas disponíveis no banco de dados do Google Scholar entre o período de 2015 e 2019, que continham palavras-chave que envolviam o tema. Paralelamente, avaliou-se os resumos que abordaram a EAC nas edições de 2016, 2017 e 2018 da Feira de Ciências, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro (FECTI). De forma complementar, investigou-se a participação das escolas na Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação de Duque de Caxias (FEMUCTI). Essas duas Feiras de Ciências, FECTI e FEMUCTI, formaram a base da pesquisa-ação-participante, na qual um grupo de estudantes mediados pela educadora-pesquisadora apresentou os trabalhos desenvolvidos sobre as realidades da comunidade e da escola investigada do Ensino Fundamental no município de Duque de Caxias. Além disto, entrevistas semiestruturadas foram realizadas com educadores e estudantes a fim de investigar suas percepções sobre as Feiras de Ciências como prática pedagógica A metodologia adotada para análise dos relatos de estudantes e educadores foi a Análise de Conteúdo. A análise dos resumos da FECTI mostrou que as escolas públicas são mais participativas do que as escolas particulares e que as educadoras e meninas participaram mais que os educadores e meninos na FECTI. Fato também observado na escola investigada, as meninas participaram mais do que os meninos nos projetos das Feiras de Ciências como também nas entrevistas semiestruturadas. Os estudantes e educadores da escola entrevistada concordaram que os projetos e as Feiras de Ciência são uma forma diferente de troca e construção de saberes a partir da interação social. Percebeu-se durante a pesquisa-ação que os estudantes participantes das Feiras de Ciência desenvolveram mais autonomia, confiança, capacidade de trabalhar em grupo e interesse em construir e partilhar saberes. Sendo assim, conclui-se que as Feiras de Ciências são uma estratégia pedagógica de grande potencial para o Ensino de Ciências e para a inserção da EAC nos espaços formais e não formais de ensino. |