Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Santos, Simone Barcelos dos |
Orientador(a): |
Hennington, Élida Azevedo |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/55292
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Resumo: |
Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o grau de implantação de ações e práticas de segurança do paciente em um hospital público do Distrito Federal. Foi realizado estudo avaliativo de caráter normativo e formativo, considerando as dimensões de estrutura e processo. O desenho do estudo utilizou combinação de estratégias metodológicas com produção de dados secundários e primários. Foram analisados documentos do Núcleo da Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) da instituição e consultados e analisados dados do sistema de informação – Prontuário Eletrônico. Foram realizadas entrevistas com sete gestores estratégicos envolvidos na implantação das ações e práticas de segurança do paciente na instituição e observação direta da infraestrutura organizacional do NQSP. Foi construído o Modelo Lógico da Avaliação e, para subsidiar a avaliação do grau de implantação, foram elaboradas Matrizes de Análise e Julgamento, com descrição das categorias, indicadores e os critérios da avaliação. As ações e boas práticas de segurança do paciente implantadas foram avaliadas considerando a dimensão da Segurança do Paciente e as subdimensões Adequação e Qualidade da Assistência, à luz da adequação e conformidade às normas preconizadas pela ANVISA e pelo Ministério da Saúde. Os resultados evidenciaram uma implantação parcial das ações e práticas de segurança do paciente na instituição, tanto na subdimensão Adequação (53%) quanto na subdimensão Qualidade da Assistência (56%). Os aspectos mais críticos observados e referendados pelas entrevistas referem-se principalmente à frágil composição do NQSP em termos de recursos humanos, frente à complexidade e estrutura assistencial da instituição; à insuficiente capacitação dos profissionais de forma contínua e programada; ao insatisfatório mapeamento de processos de trabalho; à cultura da atribuição dos erros a falhas individuais e à limitação da governança local. A avaliação possibilitou suscitar a discussão com gestores estratégicos da segurança do paciente sobre os avanços e fragilidades na implantação das boas práticas de segurança do paciente no hospital, oportunizando reflexões sobre o seu papel individual e estratégico como propulsor desse processo, evidenciando os desafios institucionais a serem enfrentados. |