Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Araújo, Ana Breatriz Busch |
Orientador(a): |
Deslandes, Suely Ferreira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Instituto Fernandes Figueira
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/3528
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Resumo: |
O objetivo dessa pesquisa foi conhecer melhor a visão dos profissionais médicos e enfermeiros sobre as necessidades de saúde das crianças de classe média que buscam aendimento no Serviço Público. Esta tarefa exigiu não só a compreensão das experiências pessoais durante as interações estabelecidas entre os profissionais de saúde e os acompanhantes das crianças internadas como a também problematização das questões cotidianas do lidar com a classe média considerando uma suposta diferenciação no protagonismo dos acompanhantes destas crianças.Foi escolhido um Hospital Público de referência para o atendimento de crianças onde supúnhamos que a presença de acompanhantes associada a algumas especificidades do próprio perfil de atendimento hospitalar seria favorável ao nosso propósito. O estudo, de cunho qualitativo, foi feito através de entrevistas semi-estruturadas realizadas com 08(oito) médicos e 08 (oito) enfermeiros detentores de experiência de convivência com acompanhantes de classe média. As conclusões do nosso trabalho apontaram as deficiências dos entrevistados em identificar as necessidades de saúde das crianças que buscam atendimento no Hospital Público e de reconhecer, neste conjunto, a necessidade de informações e de protagonizar ações referentes ao seu tratamento.A percepção da presença de usuários de classe média, considerados (pelos profissionais de saúde) mais esclarecidos agregou a este cenário algumas questões trazidas por esses usuários, como as exigências quanto a agilidade na realização de exames complementares e quanto à resolutividade do tratamento. Persiste, contudo, a dificuldade desses profissionais para reconhecer o protagonismo desses usuários não como uma ameaça aos poderes intra-institucionais, mas como um qualificador dessa assistência. Propusemos, com isso, o investimento em estratégias de sensibilização dos profissionais de saúde e gestores para a identificação das distintas necessidades de saúde dos usuários que buscam atendimento no hospital público. Acreditamos que (re)conhecer estas necessidades é o primeiro passo para a assistência humanizada e que, sem esse direcionamento, a Política Nacional de Humanização não promoverá a qualificação do atendimento. |