Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Pontes, Zuleide Maria de Fátima |
Orientador(a): |
Ferreira, Aldo Pacheco |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/2303
|
Resumo: |
O Brasil é um dos 20 países onde as hidrelétricas representam a parte mais importante da matriz energética, respondendo pela geração de 92% da energia consumida no país. Devido ao vasto tamanho do território e a quantidade de rios sujeitos ao aproveitamento hidroenergético, desde a década de 70, foram implementados em torno de dois mil projetos de usinas no país. Embora tenha como produto final uma “energia limpa”, algumas dessas obras provocam “desastres ecológicos” que influenciam diretamente à saúde humana. A avaliação prévia dos impactos de empreendimentos causadores destes prejuízos é recomendada tanto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), quanto pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, sendo fundamental para a preservação do meio ambiente e da saúde coletiva. As mudanças ambientais afetam a dinâmica populacional de muitos vetores, desencadeando importantes surtos de doenças. No ano de 1999, a operação do APM Manso reacendeu a discussão sobre os possíveis impactos causados, não só pelas alterações ambientais decorrentes da sua instalação, como também do provável surgimento de novos pontos de disseminação de doenças humanas transmitidas por vetores, o que motivou o desenvolvimento deste trabalho. Considerando o início de operação da usina, o estudo teve como foco o período de 1999 a 2004. Os bancos de dados oficiais de instituições locais e nacionais e dados levantados por FURNAS foram utilizados como fontes de informações. Nos resultados do estudo, não foi possível evidenciar possíveis impactos sobre a saúde humana, relacionados à ocorrência de malária no entorno do APM Manso. Entretanto, é importante que esses empreendimentos sejam monitorados pela vigilância epidemiológica dos municípios abrangidos, para que possíveis surtos de doenças transmissíveis sejam identificados de forma precoce, possibilitando a tomada de medidas de controle. |