Estudo da fauna flebotomínica em área de notificação de casos autóctones de leishmaniose visceral canina, na Ilha da Marambaia, Mangaratiba, estado do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Lima, Denise Alves de
Orientador(a): Figueiredo, Fabiano Borges
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/24413
Resumo: O principal vetor da leishmaniose visceral americana no Brasil é a espécie Lutzomyia longipalpis, embora outras espécies também tenham sido incriminadas como possíveis vetoras. Na Ilha da Marambaia, cidade de Mangaratiba, estado do Rio de Janeiro, estão sendo diagnosticados casos de leishmaniose visceral canina, o que gera grande preocupação, devido a falta de conhecimento sobre os fatores epidemiológicos envolvendo esses casos. Por esse motivo, o presente estudo tem como objetivo ampliar o estudo da fauna flebotomínica dessa região e avaliar através da técnica de reação da polimerase em cadeia (PCR) a detecção de DNA de Leishmania infantum nos organismos capturadas. O inquérito entomológico foi realizado utilizando armadilhas luminosas de sucção (modelo CDC) no período de julho de 2012 a julho de 2013. Os espécimes coletados foram encaminhados para o Laboratório Instituto de Endemias Rurais – Ensp/ Fiocruz, para identificação das espécies. Após a identificação, as amostras foram separadas em pools por espécie e sexo e encaminhadas para o Laboratório de Pesquisa Clinica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas-Fiocruz para serem analisadas pela técnica de PCR convencional e em tempo real . O levantamento entomológico realizado nesta região apontou Nyssomyia intermedia como a espécie mais abundante, seguida por Migonemyia migonei, Lutzomyia longipalpis e Pintomyia fischeri. Através dos resultados obtidos pela PCR convencional, 4 pools de N. intermedia apresentaram produtos de amplificação para Leishmania sp. Com a utilização da técnica da PCR em tempo real, 3 pools de N. intermedia e 1 pool de M. migonei apresentaram amplificação para material genético de Leishmania infantum. A detecção de DNA de Leishmania infantum em N. intermedia, associada à baixa densidade de L. longipalpis, reforça a ideia de que uma nova espécie possa atuar como vetora da LVC na região estudada. Embora este resultado não confirme a sua participação no ciclo de transmissão da LV, o presente estudo abre uma nova perspectiva para o conhecimento epidemiológico e de controle desta zoonose.