Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Ramirez, Sonia Silva |
Orientador(a): |
Almeida, Antônio Eugênio Castro Cardoso de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/35462
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Resumo: |
O número de pacientes com doença renal crônica terminal (DRCt) no mundo está crescendo e o maior potencial de crescimento encontra-se nos países em desenvolvimento. No Brasil, mais da metade dos procedimentos de hemodiálise –terapia renal substitutiva mais empregada – são realizados na região sudeste. A água é o maior insumo consumido neste procedimento e nela podem estar presentes contaminantes de baixo peso molecular tais como bactérias Gram negativas (o contaminante microbiológico mais frequente) e seus produtos de degradação: endotoxinas e peptideoglicanos, que quando presentes podem causar complicações intradialíticas agudas e manter um estado de microinflamação crônica. Por este motivo, o papel da água de diálise contaminada na indução do estado inflamatório persistente em pacientes urêmicos tem sido discutido e pode estar associado à indução de citocinas e elevação de proteínas de reação de fase aguda, como a proteína C-reativa. O Programa de Monitoramento da Qualidade da Água de Diálise do Rio de Janeiro, desde 1999, possibilita a coleta de amostras de água para diálise para análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), visando a verificação do atendimento aos limites da norma vigente. Este estudo buscou analisar o impacto da qualidade da água em alguns parâmetros laboratoriais indicativos de bem estar clínico de pacientes submetidos à hemodiálise no estado, através dos exames de albumina, hemoglobina, ferritina e uréia pré e pós sessão de diálise. A análise fiscal e as análises de rotina, realizadas mensalmente pelas unidades de diálise – em atendimento às exigências legais – apresentaram resultados similares acima dos 80% nas unidades avaliadas, indicando que os instrumentos de avaliação da qualidade da água das unidades, empregados atualmente pelos órgãos de Vigilância Sanitária, são aceitáveis para traduzir a realidade. O presente trabalho concluiu que exames laboratoriais de albumina, hemoglobina e ferritina, apresentaram resultados fora dos limites recomendados quando a água utilizada apresentou resultados insatisfatórios, ou seja, em desacordo com as exigências da legislação nacional vigente. |