Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Gonçalves, Bianca De Santis |
Orientador(a): |
Barbosa dos Santos, Elizabeth Gloria Oliveira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/2390
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Resumo: |
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico laboratorial da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) permanece como um problema para os serviços de saúde, e está relacionado a três fatores: variedade de sinais clínicos semelhantes aos observados em outras doenças infecciosas, alterações histopatológicas inespecíficas e a inexistência de um teste de diagnóstico próximo a 100% de especificidade e sensibilidade. Esta questão, associada ao fato de haver registro de cães infectados por Leishmania sp, agente etiológico da LVC, desde o final da década de 1990 em Mato Grosso, motivou a realização deste trabalho. O objetivo geral desta dissertação foi analisar amostras de cães com suspeita clínica ou não de leishmaniose visceral, recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), oriundos de área urbana de Cuiabá (MT), a partir da comparação de técnicas laboratoriais de RIFI, ELISA, teste rápido imunocromatográfico DPPTM e cultivo in vitro com o exame parasitológico direto (esfregaço de medula óssea), desenvolver uma metodologia de diagnóstico utilizando, como substrato, o papel de filtro FTA® Card embebido com o aspirado de tecido subcutâneo dos animais e caracterizar a espécie de Leishmania circulante. Foram analisados 45 cães, de ambos os sexos e de diferentes raças. Os sinais clínicos verificados nos cães amostrados, provenientes de área urbana de Cuiabá foram em ordem decrescente de frequência: descamação (53,33%), alopecia (44,44%), lesões ulceradas (40%), caquexia (26,67%), onicogrifose (26,67%), mucosas hipocoradas (26,67%), ceratoconjuntivite (26,67%) e apatia (13,33%). Os resultados positivos, obtidos pelas técnicas: parasitológico direto (padrão ouro), cultivo in vitro, RIFI, ELISA e DPPTM, corresponderam a, 37,21% (16/43), 44,44% (8/18), 84,44% (38/45), 42,22% (19/45) e 46,67% (21/45), respectivamente. O teste rápido imunocromatográfico DPPTM (sensibilidade=68,42%, especificidade=87,5%, concordância=73,07%, k=0,57) mostrou-se mais sensível, mais específico e com maior confiabilidade que RIFI (sensibilidade=44,44%, especificidade=100%, concordância=53,49%, k=0,21) e ELISA (sensibilidade=58,52%, especificidade=76,92%, concordância=69,77%, k=036). A combinação do aspirado de tecido subcutâneo dos cães, em papel de filtro FTA® Card, com a PCR não obteve resultados positivos nesta pesquisa. Portanto, esta metodologia deve ser aprimorada mediante novos testes. A priori, com abordagem diferente para a coleta do aspirado de tecido subcutâneo em cães e realização da PCR. A espécie de Leishmania, caracterizada pela enzima 6PGDH, circulante em cinco cães amostrados, provenientes de área urbana de Cuiabá, foi a Leishmania (Leishmania) infantum. |