Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Xavier, Lícya Samara da Silva |
Orientador(a): |
Lins Neto, Roberto Dias |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/54934
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Resumo: |
Dada a complexidade do diagnóstico diferencial do vírus Zika (Zika virus - ZIKV) e a inexistência de propostas terapêuticas eficazes, nosso grupo de pesquisa previamente idealizou e engenheirou in silico três proteínas, denominadas VLL-V2, VLL-V3 e VLL-V4, a partir da estrutura do anticorpo monoclonal (monoclonal antibody – mAb) ZV-67, direcionado ao domínio DIII da proteína do envelope do ZIKV (E-ZIKV). As proteínas sintéticas foram desenvolvidas de modo a carrear os aminoácidos do mAb fundamentais na interação anticorpo-epítopo. Portanto, a hipótese deste trabalho é de que as proteínas desenvolvidas são capazes de se ligar ao seu alvo com alta afinidade e de neutralizar a infecção viral in vitro. Assim, o objetivo deste trabalho foi produzir in vitro as proteínas sintéticas e avaliá-las quanto à afinidade de ligação à proteína E-ZIKV e quanto à capacidade de neutralização da infecção viral. As proteínas foram expressas em células de E. coli, purificadas por cromatografia de afinidade, avaliadas quanto à interação com E-ZIKV através de termoforese em microescala (MST) e, por fim, o potencial das proteínas em neutralizar o ZIKV foi mensurado por ensaios de microneutralização viral em placa (MN). Além disso, o mAb 4G2 foi também produzido neste trabalho. Foram obtidas concentrações de 237,45 μM, 198,6 μM e 141,4 μM para as proteínas sintéticas VLL-V2, VLL-V3 e VLL-V4, respectivamente. Como resultado da MST, foi observado que a VLL-V2 apresentou a maior afinidade de ligação à E-ZIKV com uma constante de dissociação (KD) de 7,8 x 10-9 M. No ensaio de MN, foi demonstrado que a VLL-V2 foi capaz de neutralizar o ZIKV in vitro com uma EC50 de 0,04 μM. Logo, dentre as proteínas sintetizadas e testadas in vitro, a VLL-V2 apresentou uma maior afinidade de ligação à E-ZIKV, assemelhando-se aos valores apresentados por anticorpos neutralizantes já descritos na literatura. Adicionalmente, a proteína VLL-V2 apresentou potencial de neutralização da infecção por ZIKV in vitro . |