As Políticas de Educação Profissional em Saúde no Contexto da Dengue: a perspectiva dos agentes de combate às endemias

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Evangelista, Janete Gonçalves
Orientador(a): Pimenta, Denise Nacif
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/49044
Resumo: A partir de um caráter multiprofissional e interdisciplinar, constitutivo da problemática da dengue, este trabalho tem por objetivo principal analisar os aspectos que constituem a qualificação profissional dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), bem como suas vivências relacionadas à sua formação e práticas de trabalho. A partir de uma abordagem qualitativa, o percurso metodológico estruturou-se conforme as seguintes etapas: (1) Análise documental das diretrizes e programas de formação profissional voltados para os ACE no que se refere ao tema da dengue; (2) Análise dos processos de construção de identidades dos ACE relacionados a sua formação e práticas de trabalho, a partir de grupos focais. Considera-se que ações e políticas mais integradas e intersetoriais podem auxiliar nas práticas de formação e de trabalho do ACE, auxiliando-o a se reconhecer como pertencente a uma categoria profissional, com espaço específico para sua organização e mobilização político-institucional. Verificou-se, ainda, que uma minoria dos ACE que participaram na pesquisa recebeu formação precípua. Todos desconheciam o protocolo de execução de suas atividades e, definiam por si mesmos os processos de trabalho em seu cotidiano. Os agentes apresentaram dificuldade de se identificarem como pertencentes à categoria “trabalhadores da saúde”. Essas condições dificultaram o seu reconhecimento por parte da sociedade e pelo próprio setor da saúde, tornando-os “invisíveis” ou “não identificados”. Assim, as identidades possíveis construídas pelos ACE são aquelas alicerçadas no vínculo afetivo e social com os moradores e com o seu cotidiano de trabalho. Conclui-se que a institucionalização de uma política de educação profissional sólida e direcionada aos ACE, bem como o fortalecimento das identidades profissionais desses agentes, podem contribuir para um avanço significativo na prevenção e no controle de vetores e da dengue.