Vigilância dos Serotipos e Genótipos do Vírus da Dengue Circulantes no Norte de Moçambique Entre os Anos de 2014 a 2016

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Gundane, Isabel Júlio Mahumane
Orientador(a): Gudo Junior, Eduardo Samo, Santos, Flavia Barreto dos, Nogueira, Fernanda de Bruycker
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/26851
Resumo: A Dengue é uma importante e prevalente arbovirose que acomete o homem no mundo, transmitida através da picada de mosquitos do gênero Aedes. Quatro serotipos antigenicamente distintos (DENV-1 a 4) podem causar tanto a dengue com ou sem sinais de alerta, quanto a dengue grave. Cerca de 2.5 biliões de pessoas vivem em países de risco para ocorrência da dengue, e Moçambique está entre eles, com histórico de casos da doença pelo serotipo 3 entre os anos de 1984 e 1985, sendo o primeiro relato deste serotipo em África. Cerca de 30 anos após o primeiro reporte de casos, novos casos de dengue tem sido notificados desde 2014 em Cabo Delgado e Nampula (Provínciais do Norte de Moçambique). Com o objectivo de monitorar os serotipos e identificar os genótipos dos DENV envolvidos nos casos de doença registados entre 2014-2016 em Moçambique, foram seleccionadas 64 amostras colhidas nos anos de 2014 e 2015, com resultado positivo confirmado pelos testes serológicos e/ou RT-PCR e 18 amostras colhidas em 2016 com resultado positivo em testes serológicos O DENV-2 foi o único serotipo identificado e 8 amostras foram sequenciadas (3 de 2014, 3 de 2015 e 2 de 2016 ), baseando-se na sequência de nucleotídeos correspondente a junção dos genes E/NS1 (240pb) e submetidas à análise filogenética. A análise filogenética permitiu a identificação do genótipo Cosmopolita em Moçambique. As nossas sequências agruparam-se com as sequências provenientes da Tanzânia e países Asiáticos (China, Vietname e Indonésia), sugerindo uma troca dos vírus entre esses países, destacando-se assim a necessidade de estudos epidemiológicos que incluam análises moleculares dos vírus, uma vez que estes constituem uma ferramenta importante para monitoria da introdução, evolução e dispersão dos vírus, assim como para prever consequências epidemiológicas durante períodos epidêmicos e interepidêmicos.