Medidas de excesso de peso e obesidade e fatores associados na população adulta brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde, 2013 e 2019

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Ferreira, Arthur Pate de Souza
Orientador(a): Szwarcwald, Celia Landmann
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/49674
Resumo: Introdução: A prevalência de obesidade está aumentando em um ritmo alarmante em todo o mundo. A alimentação não saudável e o sedentarismo são os principais fatores de risco para a obesidade. O monitoramento das tendências de aumento do excesso de peso e obesidade tem se mostrado cada vez mais relevante. A imprecisão dos dados autorreferidos pode enviesar a avaliação do estado nutricional da população. Objetivo: Investigar as variações da prevalência de obesidade, fatores associados e comparar a prevalência de obesidade aferida e autorreferida na população adulta brasileira. Método: Estudo transversal, utilizando os dados das duas edições da PNS (2013 e 2019). Foram elaborados três artigos: 1) utilizou-se os dados antropométricos aferidos da PNS-2013, com modelos de regressão logística para identificar os fatores associados à obesidade; 2) utilizou-se os dados autorreferidos e aferidos de peso e altura da PNS-2013 e investigou os fatores associados aos indivíduos que relataram o seu peso e altura; 3) Foi utilizado o peso e altura aferidos, na PNS2013 e na PNS-2019, e investigaram-se as variações de indicadores de obesidade, testadas pelo teste t de Student no nível de 5%. Resultados: 1) A prevalência de obesidade foi de 16,8% para homens e 24,4% para mulheres. Idade avançada, nível de instrução baixo, raça/cor preta, viver com companheiro, não praticar atividade física e assistir mais de 4 horas de televisão por dia foram fatores de risco à obesidade. Em pessoas obesas, as chances de ter o diagnóstico de hipertensão, diabetes ou de alguma DCNT foram maiores. Indivíduos obesos tiveram a pressão arterial sistólica significativamente aumentada. 2) Apenas 70,2% autorreferiram peso e altura. Homens, brancos, de classe socioeconômica alta, com hábitos saudáveis e que consultaram o médico no último ano apresentaram maior probabilidade de relatar peso. Entre as mulheres, a prevalência de obesidade estimada com medidas autorreferidas foi significativamente menor do que aquelas com peso e altura aferidos, principalmente entre mulheres de nível socioeconômico elevado. 3) A prevalência de obesidade aumentou significativamente, de 20,8% para 25,9%. Entre os homens, os maiores aumentos ocorreram no grupo etário 40-59 anos e faixa de renda mediana e, entre as mulheres de baixa escolaridade e não brancas. Conclusões: Enfatiza-se a importância do monitoramento do indicador de obesidade, utilizando as medidas aferidas de peso e altura sempre que possível em inquéritos nacionais e o incentivo de políticas públicas para a prevenção da obesidade.