Atividades humanas e saúde dos trabalhadores de uma cooperativa de serviços do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Maxta, Bruno Souza Bechara
Orientador(a): Minayo Gómez, Carlos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/4637
Resumo: Nesta dissertação, fizemos uma reflexão sobre as atividades humanas e sua relação com as questões de trabalho e saúde em um empreendimento autogestionário de trabalho. A partir dos referenciais teóricos e metodológicos do campo da terapia ocupacional, saúde do trabalhador e economia solidária procuramos refletir sobre o momento autogestionário e as posturas dos trabalhadores cooperados em seu cotidiano de convivência e trabalho. Foi nosso objetivo compreender o momento autogestionário e as atividades desenvolvidas pelos trabalhadores cooperados frente às questões de trabalho e saúde anunciadas. A saúde do trabalhador permitiu nos aproximar dos aportes do campo das pesquisas qualitativas em saúde, entendidas como meios de se compreender as relações sociais e técnicas junto a trabalhadores de uma cooperativa de serviços na cidade do Rio de Janeiro. O trabalho de campo foi realizado nos espaços de convivência e de produção da cooperativa em estudo. Através de observação participante, entrevistas semi-estruturadas e discussões grupais destacamos os modos de interação social, das ações comunitárias existentes, dos sentidos e finalidades atribuídos às atividades realizadas, bem como da rotina organizacional e dos modos de operar no trabalho autogestionário. O estudo visou ampliar a dimensão das atividades humanas para futuras intervenções no processo de trabalho e saúde autogestionário, em particular, para a terapia ocupacional. Pudemos verificar que as atividades realizadas representam o protagonismo dos cooperados às situações e intercorrências ameaçadoras nas relações no trabalho autogestionário. Procuramos refletir as atividades como busca pela transformação real do momento autogestionário contribuindo tanto para os avanços de formulações teóricas e metodológicas para os campos de referência do estudo, quanto para cooperados em sua transformação cotidiana de trabalho e situações de saúde.