From the time of rights to the time of intolerance . The neoconservative movement and the impact of the bolsonaro government : challenges for brazilian anthropology
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| Main Author: | |
|---|---|
| Publication Date: | 2020 |
| Format: | Article |
| Language: | eng |
| Source: | Repositório Institucional da UnB |
| Download full: | https://repositorio.unb.br/handle/10482/40482 https://doi.org/10.1590/1809-43412020v17d458 http://orcid.org/0000-0003-3386-6460 |
Summary: | O artigo apresenta o percurso no Brasil da recente movimentação neoconservadora liderada por duas frentes parlamentares : a Evangélica e a Agropecuária. As duas frentes construíram e consolidam no Congresso Nacional uma concertada confluência de objetivos e de articulação política para confrontar o acesso aos direitos humanos. As narrativas neoconservadoras centradas na “pauta moral” baseada na manipulação de valores religiosos cristãos crescem na cena pública e contraditam direitos à igualdade de gênero, à diversidade sexual e aos direitos reprodutivos. Na “pauta de segurança jurídica” baseada nos interesses do agronegócio, bloqueiam a materialização dos direitos indígenas e quilombolas de acesso à terra e desmantelam as políticas de proteção ambiental. Promovem a desautorização dos saberes antropológicos e das ciências em geral. Deslegitimam os referenciais constitucionais dos direitos fundamentais. Inaugurado um governo neoconservador, crescem as intolerâncias. A desumanização do “outro”, como alerta Bauman, tem uma de suas condições: o de ser autorizada pelas práticas governamentais. Os desafios para a antropologia recrudescem. |
| Summary: | O artigo apresenta o percurso no Brasil da recente movimentação neoconservadora liderada por duas frentes parlamentares : a Evangélica e a Agropecuária. As duas frentes construíram e consolidam no Congresso Nacional uma concertada confluência de objetivos e de articulação política para confrontar o acesso aos direitos humanos. As narrativas neoconservadoras centradas na “pauta moral” baseada na manipulação de valores religiosos cristãos crescem na cena pública e contraditam direitos à igualdade de gênero, à diversidade sexual e aos direitos reprodutivos. Na “pauta de segurança jurídica” baseada nos interesses do agronegócio, bloqueiam a materialização dos direitos indígenas e quilombolas de acesso à terra e desmantelam as políticas de proteção ambiental. Promovem a desautorização dos saberes antropológicos e das ciências em geral. Deslegitimam os referenciais constitucionais dos direitos fundamentais. Inaugurado um governo neoconservador, crescem as intolerâncias. A desumanização do “outro”, como alerta Bauman, tem uma de suas condições: o de ser autorizada pelas práticas governamentais. Os desafios para a antropologia recrudescem. |
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