Détails bibliographiques
| Auteur principal: |
Barros, Gabriel Ferreira |
| Date de publication: |
2025 |
| Format: |
Master thesis
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| Langue: |
por |
| Source: |
Repositório Institucional da UnB |
| Download full: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/53627
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Résumé: |
A língua Arutani é uma língua isolada com apenas uma falante viva no Brasil. Neste trabalho, descrevemos e analisamos a fonética e a fonologia do Arutani falado por Juanita Martinez, com o objetivo de documentar e fazer a salvaguarda dessa variedade da língua. Além do caráter científico e linguístico desta pesquisa, ela possui algumas motivações políticas muito fortes, como trazer evidência para a diversidade linguística no Brasil e para o risco de silenciamento e de extinção de línguas como o Arutani. Para a descrição e a análise do Arutani, fizemos o uso dos dados presentes no Dicionário Arutani (disponível em Chacon et al., 2020). A partir do dicionário, utilizamos tanto os áudios que o compõem quanto registros escritos da língua, bem como algumas transcrições fonéticas. Utilizamos muitos recursos da fonética acústica, tanto práticos quanto teóricos, com o intuíto de fazermos uma descrição o mais precisa e embasada possível dos fones existentes na língua. Analisamos e descrevemos as vogais orais (tônicas e átonas), as vogais nasais e nasalizadas, glides (por serem foneticamente mais próximos às vogais) e hiatos existentes na língua. Além disso, foi possível apresentarmos como o acento se manifesta a partir de uma perspectiva acústica na fala de Juanita. Após isso, realizamos um estudo sobre os segmentos consonantais. Com isso, analisamos e descrevemos os segmentos oclusivos, oclusivos com articulação secundária, nasais, fricativos e um único caso de tepe. A partir do inventário fonético completo, partimos para a análise fonológica e fonêmica. Para isso, agrupamos os fones em vogais e consoantes; e fizemos o contraste entre sons foneticamente semelhantes (SFS) em ambientes idênticos e análogos para a identificação de fonemas e alofones. Em seguida, definimos, com base no sistema da língua, o status fonológico dos glides; apresentamos como se dá a nasalidade vocálica; e descrevemos o acento de uma perspectiva métrica. Por fim, analisamos as estruturas silábicas, a fonotática do Arutani e fenômenos que surgem nestes contextos, como consoantes heterossilábicas e a ambissilabicidade de alguns fonemas. |