Dettagli Bibliografici
| Autore principale: |
Duarte, Tiago Ribeiro |
| Data di pubblicazione: |
2021 |
| Altri autori: |
Silva, Marina Oliveira |
| Lingua: |
por |
| Fonte: |
Repositório Institucional da UnB |
| Download full: |
https://repositorio.unb.br/handle/10482/43684
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Riassunto: |
Este trabalho tem por objetivo tencionar a tese da sociedade de risco apresentada inicialmente por Ulrich Beck e posteriormente reverberada por estudiosas dos Estudos Sociais das Ciências e Tecnologias. Nosso interesse recai em duas partes específicas desta tese: a) as tecnociências teriam se tornado produtoras de risco na modernidade e são publicamente percebidas como tal; b) a percepção pública desses riscos leva a uma perda de confiança nas ciências e tecnologias. Utilizamos um estudo de caso realizado em Brumadinho, MG, após um desastre sociotécnico de larga escala, a saber, a ruptura da Barragem da Mina do Córrego do Feijão, ocorrida em 2019, e que causou 270 mortes e severos danos ambientais. A partir de entrevistas qualitativas realizadas com moradoras da cidade, argumentamos que, em larga medida, no contexto pós-desastre, prevalece uma percepção pública positiva das ciências e tecnologias, as quais são vistas como neutras e dissociadas dos riscos, que seriam resultado da ação humana. Além disso, o desastre não gerou desconfiança generalizada nas tecnociências, mas apenas em um modelo específico de barragens para a mineração que passou a ser publicamente percebido como ultrapassado e pouco seguro. |