Efeito de prodigininas na migração e no potencial invasivo de linhagens de melanoma sensíveis e resistentes ao vemurafenibe.
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 2021 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Texto Completo: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42136/tde-16022022-121208/ |
Resumo: | O melanoma é um tipo de câncer de pele que apesar de sua baixa incidência, está associado a maior capacidade de metastização e quimiorresistência, atingindo um alto percentual de mortalidade. A metástase é um dos fatores mais importantes relacionados ao pior prognóstico e responsável por grande parte da morbidade relacionada aos tumores sólidos. A mutação BRAFV600E está presente em aproximadamente 50% dos pacientes com melanoma, por isso a terapia atual tem se dado pelo uso do vemurafenibe, um inibidor seletivo desta quinase. Ainda que este tenha demonstrado resultados positivos, muitos pacientes desenvolvem resistência em menos de um ano e apresentam recidiva do tumor. Por isso, o desenvolvimento de novas opções de tratamento para o melanoma faz-se necessário, incorporando também fármacos anti-metastáticos. Estudos prévios mostraram que a prodigiosina, uma substância da classe das prodigininas, apresenta efeitos citostáticos em linhagens de melanoma associados à inibição da proteína survivina, parte da família das IAPs (inhibitor of apoptosis proteins). Neste projeto buscou se investigar se a prodigiosina possui efeito inibitório sobre a migração e invasão de células de melanoma com mutação BRAFV600E sensíveis e resistentes ao vemurafenibe. Além disso, também estudamos o obatoclax, uma prodiginina sintética descrita como inibidora da proteína Bcl2 atualmente em estudos clínicos cujos efeitos são pouco descritos em melanoma. A prodigiosina e o obatoclax causaram inibição da migração de melanomas, analisado pelo experimento de ferida, com inibição de em média de 30% para as linhagens, inclusive aquelas resistentes ao vemurafenibe, assim como uma modesta diminuição na capacidade invasiva. O obatoclax teve alta citotoxicidade em todas as linhagens testadas com IC50 de 72h de 1nM para as linhagens mais sensíveis, visto pelo ensaio de MTT. O tratamento diminuiu também a capacidade clonogênica nas linhagens de melanoma. Foi observado que a resistência ao vemurafenibe tanto em pacientes quanto na linhagem SK-Mel-28 envolvem um remodelamento das vias de apoptose da célula, o que motivou ao estudo do efeito do obatoclax em associação com o vemurafenibe nas células sensíveis e resistentes. O obatoclax foi capaz de reverter a resistência ao vemurafenibe na linhagem SkMel-28R em concentrações da ordem de nanomolar. Os mecanismos envolvidos nos efeitos destas prodigininas carecem de uma avaliação mais aprofundada, mas os dados obtidos reforçam o potencial dessas substâncias no tratamento do melanoma, incluindo aqueles com resistência ao inibidor de BRAF. |
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Efeito de prodigininas na migração e no potencial invasivo de linhagens de melanoma sensíveis e resistentes ao vemurafenibe.Effect of prodiginines on migration and invasive potential in melanoma cell lines sensitive and resistant to vemurafenib.MelanomaMelanomaMetástaseMetastasisObatoclaxObatoclaxProdigiosinProdigiosinaResistanceResistênciaO melanoma é um tipo de câncer de pele que apesar de sua baixa incidência, está associado a maior capacidade de metastização e quimiorresistência, atingindo um alto percentual de mortalidade. A metástase é um dos fatores mais importantes relacionados ao pior prognóstico e responsável por grande parte da morbidade relacionada aos tumores sólidos. A mutação BRAFV600E está presente em aproximadamente 50% dos pacientes com melanoma, por isso a terapia atual tem se dado pelo uso do vemurafenibe, um inibidor seletivo desta quinase. Ainda que este tenha demonstrado resultados positivos, muitos pacientes desenvolvem resistência em menos de um ano e apresentam recidiva do tumor. Por isso, o desenvolvimento de novas opções de tratamento para o melanoma faz-se necessário, incorporando também fármacos anti-metastáticos. Estudos prévios mostraram que a prodigiosina, uma substância da classe das prodigininas, apresenta efeitos citostáticos em linhagens de melanoma associados à inibição da proteína survivina, parte da família das IAPs (inhibitor of apoptosis proteins). Neste projeto buscou se investigar se a prodigiosina possui efeito inibitório sobre a migração e invasão de células de melanoma com mutação BRAFV600E sensíveis e resistentes ao vemurafenibe. Além disso, também estudamos o obatoclax, uma prodiginina sintética descrita como inibidora da proteína Bcl2 atualmente em estudos clínicos cujos efeitos são pouco descritos em melanoma. A prodigiosina e o obatoclax causaram inibição da migração de melanomas, analisado pelo experimento de ferida, com inibição de em média de 30% para as linhagens, inclusive aquelas resistentes ao vemurafenibe, assim como uma modesta diminuição na capacidade invasiva. O obatoclax teve alta citotoxicidade em todas as linhagens testadas com IC50 de 72h de 1nM para as linhagens mais sensíveis, visto pelo ensaio de MTT. O tratamento diminuiu também a capacidade clonogênica nas linhagens de melanoma. Foi observado que a resistência ao vemurafenibe tanto em pacientes quanto na linhagem SK-Mel-28 envolvem um remodelamento das vias de apoptose da célula, o que motivou ao estudo do efeito do obatoclax em associação com o vemurafenibe nas células sensíveis e resistentes. O obatoclax foi capaz de reverter a resistência ao vemurafenibe na linhagem SkMel-28R em concentrações da ordem de nanomolar. Os mecanismos envolvidos nos efeitos destas prodigininas carecem de uma avaliação mais aprofundada, mas os dados obtidos reforçam o potencial dessas substâncias no tratamento do melanoma, incluindo aqueles com resistência ao inibidor de BRAF.Melanoma is a type of skin cancer that despite its low incidence is associated with greater capacity for metastasis and chemoresistance, reaching a high percentage of mortality. Metastasis is one of the most important factors related to the worst prognosis and is responsible for a large part of the morbidity related to solid tumors. The BRAFV600E mutation is present in approximately 50% of these tumors, so current therapy has been given by the use of vemurafenib, a selective inhibitor of this kinase. Although this has shown positive results, many patients develop resistance in less than one year and have tumor recurrence. For this reason, the development of new treatment options for melanoma is necessary, also incorporating anti-metastatic drugs. Previous studies have shown that prodigiosin, a substance of the prodiginines class, has cytostatic effects in melanoma cell lines associated with the inhibition of the survivin protein, part of the family of IAPs (inhibitor of apoptosis proteins). In this project we sought to investigate whether prodigiosin has an inhibitory effect on the migration and invasion of melanoma cells. In addition, obatoclax, a synthetic prodiginine, described as Bcl2 protein inhibitor currently in clinical studies for hematological tumors and small cell lung cancer, whose effects are poorly described in melanoma, is also being studied. Prodigiosin and obatoclax caused inhibition of melanoma migration, analyzed by the wound healing assay, with an average inhibition of 30% for the melanoma cell lines, including resistant to vemurafenib cell lines as well as a modest decrease in invasive capacity. Obatoclax showed high cytotoxicity in all cell lines tested with IC50 of 72h of 1nM for the most sensitive cell line, as seen by the MTT assay. The treatment also decreased the clonogenic capacity in the melanoma cells. It was observed vemurafenib resistance both in patients and in the SK-Mel-28 cell line involves a remodeling of cell apoptosis pathways, which motivated the study of the effect of obatoclax in association with vemurafenib on sensitive and resistant cells. Obatoclax was able to reverse the resistance to vemurafenib in the SkMel-28R cell line at nanomolar concentrations. The mechanisms involved in the effects of these prodiginines need further evaluation, but the data obtained reinforce the potential of these substances in the treatment of melanoma, including those with resistance to the BRAF inhibitor.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLotufo, Leticia Veras CostaPrince, SharonPontes, Cristine Araujo de2021-10-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42136/tde-16022022-121208/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-02-18T13:00:33Zoai:teses.usp.br:tde-16022022-121208Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-02-18T13:00:33Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O melanoma é um tipo de câncer de pele que apesar de sua baixa incidência, está associado a maior capacidade de metastização e quimiorresistência, atingindo um alto percentual de mortalidade. A metástase é um dos fatores mais importantes relacionados ao pior prognóstico e responsável por grande parte da morbidade relacionada aos tumores sólidos. A mutação BRAFV600E está presente em aproximadamente 50% dos pacientes com melanoma, por isso a terapia atual tem se dado pelo uso do vemurafenibe, um inibidor seletivo desta quinase. Ainda que este tenha demonstrado resultados positivos, muitos pacientes desenvolvem resistência em menos de um ano e apresentam recidiva do tumor. Por isso, o desenvolvimento de novas opções de tratamento para o melanoma faz-se necessário, incorporando também fármacos anti-metastáticos. Estudos prévios mostraram que a prodigiosina, uma substância da classe das prodigininas, apresenta efeitos citostáticos em linhagens de melanoma associados à inibição da proteína survivina, parte da família das IAPs (inhibitor of apoptosis proteins). Neste projeto buscou se investigar se a prodigiosina possui efeito inibitório sobre a migração e invasão de células de melanoma com mutação BRAFV600E sensíveis e resistentes ao vemurafenibe. Além disso, também estudamos o obatoclax, uma prodiginina sintética descrita como inibidora da proteína Bcl2 atualmente em estudos clínicos cujos efeitos são pouco descritos em melanoma. A prodigiosina e o obatoclax causaram inibição da migração de melanomas, analisado pelo experimento de ferida, com inibição de em média de 30% para as linhagens, inclusive aquelas resistentes ao vemurafenibe, assim como uma modesta diminuição na capacidade invasiva. O obatoclax teve alta citotoxicidade em todas as linhagens testadas com IC50 de 72h de 1nM para as linhagens mais sensíveis, visto pelo ensaio de MTT. O tratamento diminuiu também a capacidade clonogênica nas linhagens de melanoma. Foi observado que a resistência ao vemurafenibe tanto em pacientes quanto na linhagem SK-Mel-28 envolvem um remodelamento das vias de apoptose da célula, o que motivou ao estudo do efeito do obatoclax em associação com o vemurafenibe nas células sensíveis e resistentes. O obatoclax foi capaz de reverter a resistência ao vemurafenibe na linhagem SkMel-28R em concentrações da ordem de nanomolar. Os mecanismos envolvidos nos efeitos destas prodigininas carecem de uma avaliação mais aprofundada, mas os dados obtidos reforçam o potencial dessas substâncias no tratamento do melanoma, incluindo aqueles com resistência ao inibidor de BRAF. |
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